COMUNICAÇÃO SELVAGEM
Edson Almeida
A comunicação, principalmente a esportiva, deixou de ser uma carreira profissional bem sucedida e passou a se constituir em um grande bazar de inimizades. Salários ínfimos para a maioria, aborrecimentos diários para todos. Já nem sei porque existem as escolas superiores ou os cursos intensivos de formação de novos comunicadores à luz de alguma ciência e rigorosa dose de disciplina.
Ainda nos anos 80, escrevendo a coluna “Visão Geral” no saudoso Jornal da Bahia, não sei que espírito me soprou isso, andei vaticinando este triste futuro. Houve até quem desencadeasse uma sistemática campanha contra mim, seguramente porque não tenha alcançado o sentido do meu alerta. Fico impressionado diante da deterioração deste segmento que, por obra da teimosia de alguns profissionais persistentes, ainda consagra ocupação remunerada para jornalistas e radialistas sérios e competentes, porque muitos jornais impressos estão fechando as suas portas e se alastra no rádio e na Internet programas e portais de competições e xingamentos, não raras vezes dos que tentam desmoralizar pessoas que ralaram muito nas faculdades ou junto aos mais experientes, para exercer seus cargos com honestidade.
A inquestionável realidade é que a Internet anda cheia de oficinas de má comunicação, de gente que não quer ou não precisa de remuneração, mas que se delicia em veicular desde textos mentirosos, equivocados e desmoralizantes a convites para duelos, bacanais, atos de pedofilia e brigas que, geralmente, acabam em chacinas e desordens sociais. O rádio, que tinha o zelo de preservar a imagem de seus operários e trabalhadores, agora é uma porta aberta para frustrados, raivosos e sem qualquer sentimento de respeito à dignidade humana ou ética no que fazem e dizem, servindo-se das oportunidades que lhes são conferidas, sob o nome de uma audiência muitas vezes enganosa, para denegrir a imagem de dirigentes, jogadores, técnicos e dos próprios radialistas. Uns gostam e fazem disso uma festa, outros ficam inibidos ou até se sentem impotentes porque são agredidos diariamente e não têm à sua disposição os mecanismos para se defender. E quando o fazem, a comunicação, que sempre teve o sentido comunitário de socializar o ser humano, acaba em bate-boca e feira-livre de palavras de baixo calão. .
Eu até louvo a atitude de comunicadores que dão oportunidade aos seus ouvintes, mas os aconselho, em nome de uma experiência de 45 anos nesta batalha, que façam uma triagem rigorosa, porque o negócio está tomando um caminho trágico e verdadeiramente catastrófico. Se há ouvintes equilibrados, que se valem do bom senso, que respeitam velhos e jovens profissionais, há, também, e numa escala assustadoramente maior, os oportunistas de plantão, que ficam à espreita de alguns minutos para vomitar as suas frustrações, através de calúnias e xingamentos, vilipendiando, semeando discórdia, descrédito e ódio. Portanto, é uma minoria construindo e uma maioria desmoronando o que ainda resta de positivo no esporte. Ação de radialista e radialista é escrevendo ou falando, de torcedor é na arquibancada torcendo pelos seus clubes.
A Internet está cheia de “jornaizinhos” de grupos, a maioria sem um só fiapo de moral ou de decência, além de textos completamente fora do propósito de acrescentar qualquer tipo de ensinamento às novas gerações. Usam uma linguagem codificada, ortograficamente sem rumo, saltitando em todas as linhas erros gramaticais, com uma filosofia velada em multiplicar intrigas, desunião e mentiras.
Acho que alguma Lei deve ser apresentada para coibir esse abuso. Jornalistas e radialistas de carreira e de valor têm que ser respeitados – ou, no mínimo, amparados pelo direito de expressar as suas opiniões ou de serem punidos pelos seus desatinos, mas sem a censura prévia e maledicente de torcedores violentos que, além de exercitarem brigas contra os rivais, agora se valem de meios ilegais para atacar trabalhadores da arte da comunicação que já foi bonita e de grande utilidade para os honestos e de boa formação cristã e familiar.
Graças a Deus, como já sou um sexagenário, é certo que não deva assistir a tristes episódios que a comunicação esportiva está prenunciando. Porque um dia desses, os estúdios de rádio e os escritórios de Internet vão virar praças de guerra, com danos físicos e mortes.
Porque as agressões morais já funcionam como telegrama de aviso que esse lamentável desfecho é uma questão pouco tempo.
A comunicação, principalmente a esportiva, deixou de ser uma carreira profissional bem sucedida e passou a se constituir em um grande bazar de inimizades. Salários ínfimos para a maioria, aborrecimentos diários para todos. Já nem sei porque existem as escolas superiores ou os cursos intensivos de formação de novos comunicadores à luz de alguma ciência e rigorosa dose de disciplina.
Ainda nos anos 80, escrevendo a coluna “Visão Geral” no saudoso Jornal da Bahia, não sei que espírito me soprou isso, andei vaticinando este triste futuro. Houve até quem desencadeasse uma sistemática campanha contra mim, seguramente porque não tenha alcançado o sentido do meu alerta. Fico impressionado diante da deterioração deste segmento que, por obra da teimosia de alguns profissionais persistentes, ainda consagra ocupação remunerada para jornalistas e radialistas sérios e competentes, porque muitos jornais impressos estão fechando as suas portas e se alastra no rádio e na Internet programas e portais de competições e xingamentos, não raras vezes dos que tentam desmoralizar pessoas que ralaram muito nas faculdades ou junto aos mais experientes, para exercer seus cargos com honestidade.
A inquestionável realidade é que a Internet anda cheia de oficinas de má comunicação, de gente que não quer ou não precisa de remuneração, mas que se delicia em veicular desde textos mentirosos, equivocados e desmoralizantes a convites para duelos, bacanais, atos de pedofilia e brigas que, geralmente, acabam em chacinas e desordens sociais. O rádio, que tinha o zelo de preservar a imagem de seus operários e trabalhadores, agora é uma porta aberta para frustrados, raivosos e sem qualquer sentimento de respeito à dignidade humana ou ética no que fazem e dizem, servindo-se das oportunidades que lhes são conferidas, sob o nome de uma audiência muitas vezes enganosa, para denegrir a imagem de dirigentes, jogadores, técnicos e dos próprios radialistas. Uns gostam e fazem disso uma festa, outros ficam inibidos ou até se sentem impotentes porque são agredidos diariamente e não têm à sua disposição os mecanismos para se defender. E quando o fazem, a comunicação, que sempre teve o sentido comunitário de socializar o ser humano, acaba em bate-boca e feira-livre de palavras de baixo calão. .
Eu até louvo a atitude de comunicadores que dão oportunidade aos seus ouvintes, mas os aconselho, em nome de uma experiência de 45 anos nesta batalha, que façam uma triagem rigorosa, porque o negócio está tomando um caminho trágico e verdadeiramente catastrófico. Se há ouvintes equilibrados, que se valem do bom senso, que respeitam velhos e jovens profissionais, há, também, e numa escala assustadoramente maior, os oportunistas de plantão, que ficam à espreita de alguns minutos para vomitar as suas frustrações, através de calúnias e xingamentos, vilipendiando, semeando discórdia, descrédito e ódio. Portanto, é uma minoria construindo e uma maioria desmoronando o que ainda resta de positivo no esporte. Ação de radialista e radialista é escrevendo ou falando, de torcedor é na arquibancada torcendo pelos seus clubes.
A Internet está cheia de “jornaizinhos” de grupos, a maioria sem um só fiapo de moral ou de decência, além de textos completamente fora do propósito de acrescentar qualquer tipo de ensinamento às novas gerações. Usam uma linguagem codificada, ortograficamente sem rumo, saltitando em todas as linhas erros gramaticais, com uma filosofia velada em multiplicar intrigas, desunião e mentiras.
Acho que alguma Lei deve ser apresentada para coibir esse abuso. Jornalistas e radialistas de carreira e de valor têm que ser respeitados – ou, no mínimo, amparados pelo direito de expressar as suas opiniões ou de serem punidos pelos seus desatinos, mas sem a censura prévia e maledicente de torcedores violentos que, além de exercitarem brigas contra os rivais, agora se valem de meios ilegais para atacar trabalhadores da arte da comunicação que já foi bonita e de grande utilidade para os honestos e de boa formação cristã e familiar.
Graças a Deus, como já sou um sexagenário, é certo que não deva assistir a tristes episódios que a comunicação esportiva está prenunciando. Porque um dia desses, os estúdios de rádio e os escritórios de Internet vão virar praças de guerra, com danos físicos e mortes.
Porque as agressões morais já funcionam como telegrama de aviso que esse lamentável desfecho é uma questão pouco tempo.
