JÁ DEU O QUE TINHA QUE DAR
Quem me acompanha sabe o quanto eu crítico o trabalho de Renato Gaúcho no Bahia. Está longe de ser meu “esporte” favorito, mas, como observo de perto, no dia a dia, fica difícil não colocar no treinador boa parte da culpa nos últimos resultados e nas falhas da equipe. Em minha concepção, se não conseguiu dar um padrão de jogo e uma cara ao time em sete meses, duvido que consiga nos quatro restantes. Por isso, acho que o ex-atacante já deu o que tinha que dar. É difícil acreditar que ele vá mudar toda sua metodologia e filosofia dá noite para o dia, na parte final da temporada. Uma pena. Gosto da convivência com Renato e acho que ele está jogando fora uma grande oportunidade de virar um técnico de respeito. A parte psicológica é bem feita, o problema é o resto.
Muitos tricolores me questionam afirmando que o problema é mais em cima. Para eles, todo ano é a mesma coisa. A culpa sempre é dos treinadores e jogadores, mas que ninguém fala da diretoria eternizada. Concordo, mas tem que separar bem as coisas. Do time em campo, atualmente, se não está voando, Gaúcho é o grande responsável. Continuo afirmando que o elenco do Bahia é um dos três melhores da Série B, senão o melhor. Por isso ainda consegue vencer algumas partidas na qualidade individual dos jogadores. Contra o Figueirense, ficou nítida a falta de preparação tática. No segundo tempo, o tricolor estava pregado de tanto correr atrás do toque de bola do adversário. Futebol não é uma ciência exata e as coisas mudam da noite para o dia, mas acredito que, com Renato, dificilmente o Bahia vai subir.
Contudo não fecho os olhos para a responsabilidade da diretoria. Sempre tem aquele argumento: falar é fácil, difícil é fazer. Até entendo, mas se não consegue fazer, entregue a outro! Os salários sempre estão em “dias”. Faltando três, quatro dias para completar dois meses de atrasos, pagam um e dizem estar em dia. Meio estranho né? Sem falar nas condições de trabalho. Os campos do Fazendão estão em um estado deplorável. Um dia desses, apareceram, do nada, quatro cavalos no campo principal correndo de um lado para outro. Não poderia ter um retrato melhor do que os gramados se tornaram: um pasto! Também sinto falta da presença do Paulo Angioni ali, no dia a dia, dentro do campo, nos treinamentos. Um gestor de futebol não pode se esconder como ele faz, trabalhando apenas nos bastidores.
Copa do Brasil
Sou sempre otimista, mas tenho que analisar a realidade. Para mim, só o imponderável do futebol levaria o Vitória a conquistar a Copa do Brasil. À diferença de qualidade técnica para o Santos é muito grande. Com a vantagem dos 2x0 então... Piora ainda mais a situação rubro-negra com os vários desfalques de Ricardo Silva para a grande final. Resta apenas torcer pelo velho clichê que diz, “no futebol, tudo pode acontecer!”
