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Coluna

HORA DA VERDADE

  Aqui no Sul do Estado, onde me encontro atualmente, a mídia anda meio reticente sobre as possibilidades do Itabuna, um dos quatro finalistas do ano passado, e do Colo Colo, campeão de 2006. Até dizem que enquanto o campeão Vitória e o vice Bahia contratam em profusão – e a maioria jogadores de boa qualidade e a custo elevado – todos do interior ainda sentem dificuldades, porque estiveram parados desde o segundo semestre, pois tricolores e rubro-negros tiveram o exercício de 38 jogos de suas séries de Campeonatos Brasileiros. Argumentam que Itabuna, Atlético e Vitória da Conquista, participantes da série C, saíram logo na primeira etapa da competição, realizando apenas seis jogos, sem qualquer tipo de ganho técnico ou financeiro.
      Na verdade, para deixar as coisas bem claras, de todos os baianos, só o Vitória conseguiu lucrar alguma coisa, pois se financeiramente apenas empatou despesas com arrecadações, mas manteve-se na primeira divisão, alcançou uma vaga para a Copa Sul-Americana, e mesmo tendo que negociar suas duas maiores revelações – Marquinhos e Willians Santana -, e perdendo jogadores importantes como Leandro Domingues, Marcelo Cordeiro e Renan, ainda ficou com uma boa base para 2009, como Viafara, Vanderson, Thiago Gomes, Jacson e Anderson Martins, além de resgatar idolos como Apodi, Bida e Nadson, todos de reconhecida eficiência. O Bahia enfrentou maiores dificuldades: não saiu da série B, teve que praticamente mandar embora todo grupo de 2008 e contratar um novo time titular e outro de reservas. Para completar, acumulou elevados prejuízos, por não ter um estádio para jogar em Salvador e andar, tanto no regional quanto no Brasileiro, perambulando em praças alheias.
Tenho que reconhecer, como dizem meus amigos cronistas aqui de Itabuna que, pesados todos os prós e contras, o Vitória continua sendo favorito, o Bahia aparece com amplas possibilidades de sucesso, até porque vem motivado com a arrancada administrativa que sofreu, realçando-se a contratação do ex-rubro-negro Paulo Carneiro para comandar o seu futebol, além das boas aquisições feitas, já que para esta temporada, relembrando um velho conceito de PC, desta vez o Bahia não adquiriu reforços a laço, mas com certo critério e boa triagem.  Wagner Mancini, conforme tenho lido e ouvido, já tem um time da estréia praticamente definido com Viafara, Apodi, Thiago Gomes, Vanderson e Rafael; Bida, Christian, Jackson e Willian; Nadson e Washington. Já Alexandre Gallo, pela forma como o Bahia está sendo reformulado, parece que só depois do coletivo-apronto vai dizer como pretende começar o campeonato. 
Exercitando o velho achômetro, entendo que os dois – Bahia e Vitória – continuarão sendo os candidatos reais ao título e que, do interior, Vitória da Conquista, Colo Colo e o novato Madre de Deus são os que despertam maior atenção. Só que vai ser preciso pelo menos umas cinco rodadas para se ter uma resposta mais concreta da verdadeira capacidade de cada um.
Não vou cometer o desvario de apostar em ninguém, nem determinar os rumos do título, porque se o futebol é apaixonante justamente pela imprevisibilidade de resultados e por uma disputa acirrada, o que desejo é que realmente o campeão 2009 seja um vencedor dentro do campo de jogo, sem proteções ou tendências, porque todos estão envolvidos em uma competição, que presumo ter tudo para ser a mais empolgante dos últimos anos.  .
O que sei mesmo é que está chegando a hora da verdade e não há mais tempo para vacilar.

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