TRÊS EM UM
Há três assuntos que, por onde passo, os torcedores, sejam tricolores ou rubro-negros, exigem uma opinião, o que já fiz anteriormente, mas como há uma grande insistência, vou dar um basta, ainda com todos os pingos nos "us", porque senão a supressão ortográfica do trema vai acabar em irremediável trauma.
O primeiro deles é sobre as atuais contratações, quem faz melhor e quem está no caminho do título; o segundo e o terceiro são praticamente de um mesmo tema: se o pessoal do Vitória está certo em pretender administrar Pituaçu e se eles têm o direito de expulsar Paulo Carneiro do Conselho Deliberativo do Leão.
Em se tratando de contratações, nunca fui açodado nem inconseqüente para afirmar duas ou três semanas antes de o campeonato começar, ainda em fase de pré-temporada, qual o time que está com pinta de campeão. No ano passado, faltando várias rodadas para a taça ser levantada eu vinha afirmando que o Bahia era franco, natural e tranqüilo favorito. E teve gente que apostou até quando a bola rolou nos jogos decisivos Vitória x Itabuna e Bahia x Vitória da Conquista – e no final, o rubro-negro levantou o troféu e o Bahia voltou pra casa com as mãos abanando, chorando a falta de um golzinho na sua goleada contra os conquistenses.
Então, não é questão de ficar em cima do muro ou de torcer por este ou aquele – é que o negócio é tão imprevisível que assume a condição de uma grande loucura querer dar uma de gato-mestre. Só sei dizer que, este ano, o Bahia faz uma faxina geral em sua equipe e está contratando jogadores rodados, tendo todos os ingredientes para formar um time bem superior ao do ano passado, que foi bem no estadual, mas fracassou na Série B, a ponto de jogadores como Alison, Rogério e Fausto, tidos e havidos como as grandes estrelas do torneio, figurarem hoje entre um grupo de proscritos. Já o Vitória, que para muitos deu muita sorte em levantar o título, teve um segundo semestre também muito eficiente, disputando a Série A como time grande, tanto que jamais esteve ameaçado de cair e ainda conquistou uma vaga para a Copa Sul-Americana.
Aliás, acho que dos dois o Vitória já tem uma espinha dorsal de reconhecido potencial: o goleiro Viáfara, o lateral Apodi, os zagueiros Tiago Gomes e Anderson Martins, os meio-campistas Vanderson, Jackson e Rafael Bastos e o atacante Nadson, uns remanescentes, outros novatos, todos de qualidade inquestionável. O x do problema está na forma de Wagner Mancini escalar o time, quem desses será titular, quais dos novos contratados vão ter vez. Enquanto isso, próprio Alexandre Gallo, técnico do Bahia, diz que todos os indicados passaram pelo seu crivo, mas que a equipe só será definida a partir da segunda ou terceira rodada, porque o material humano, embora de qualidade, ainda é heterogêneo. Assim, vamos dar uma trégua: lá péla terceira rodada a gente vai ter uma visão de quem se arrumou melhor para 2009. Qualquer outra definição é incoerência e até mesmo falta de responsabilidade. Ou vidência exagerada, fato que comentei na crônica anterior. Sobre a intenção do Vitória em administrar Pituaçu, entrar em qualquer processo de licitação é um direito líquido de qualquer cidadão ou de qualquer instituição, só que acho, neste caso do Estádio Roberto Santos, fora de propósito, sem a menor motivação para qualquer analista e, sobretudo, sem a mínima condição de acontecer. Eu acho que quem deve administrar Pituaçu é o Governo do Estado, através da SUDESB. A praça esportiva não é de nenhum clube, pois o Bahia só vai mandar seus jogos lá, mas não é o dono. É um equipamento do povo, construído com dinheiro público e, portanto, é o Governo quem deve administrar o estádio e procurar não cometer os mesmos deslizes que levaram a Fonte Nova a ser impraticável.
Quanto à expulsão de PC do CD do Vitória é uma questão de foro intimo de cada um dos conselheiros rubro-negros. Foro íntimo e direito democrático. Confesso que não sei como isso funciona juridicamente, se é legal ou não, mas aí Carneiro, se quiser continuar jogando dos dois lados, poderá recorrer - e isso eu sei que ele tem peito pra fazer. Já disse e vou repetir: o Vitória, custe o tempo que custar, vai ter sempre a marca de Paulo Carneiro, que foi um recordista em ações e empreendimentos. Mas se a ida dele para o Bahia causou realmente uma inusitada surpresa a cronistas e torcedores, naturalmente está, ainda, representando uma grande revolta aos seus ex-companheiros de direção.
E a vida será sempre assim: o amigo de meu maior rival é, sem qualquer dúvida, diuturnamente, um inimigo que precisa ser combatido. Para os mais inflamados, sem dó nem piedade.
O primeiro deles é sobre as atuais contratações, quem faz melhor e quem está no caminho do título; o segundo e o terceiro são praticamente de um mesmo tema: se o pessoal do Vitória está certo em pretender administrar Pituaçu e se eles têm o direito de expulsar Paulo Carneiro do Conselho Deliberativo do Leão.
Em se tratando de contratações, nunca fui açodado nem inconseqüente para afirmar duas ou três semanas antes de o campeonato começar, ainda em fase de pré-temporada, qual o time que está com pinta de campeão. No ano passado, faltando várias rodadas para a taça ser levantada eu vinha afirmando que o Bahia era franco, natural e tranqüilo favorito. E teve gente que apostou até quando a bola rolou nos jogos decisivos Vitória x Itabuna e Bahia x Vitória da Conquista – e no final, o rubro-negro levantou o troféu e o Bahia voltou pra casa com as mãos abanando, chorando a falta de um golzinho na sua goleada contra os conquistenses.
Então, não é questão de ficar em cima do muro ou de torcer por este ou aquele – é que o negócio é tão imprevisível que assume a condição de uma grande loucura querer dar uma de gato-mestre. Só sei dizer que, este ano, o Bahia faz uma faxina geral em sua equipe e está contratando jogadores rodados, tendo todos os ingredientes para formar um time bem superior ao do ano passado, que foi bem no estadual, mas fracassou na Série B, a ponto de jogadores como Alison, Rogério e Fausto, tidos e havidos como as grandes estrelas do torneio, figurarem hoje entre um grupo de proscritos. Já o Vitória, que para muitos deu muita sorte em levantar o título, teve um segundo semestre também muito eficiente, disputando a Série A como time grande, tanto que jamais esteve ameaçado de cair e ainda conquistou uma vaga para a Copa Sul-Americana.
Aliás, acho que dos dois o Vitória já tem uma espinha dorsal de reconhecido potencial: o goleiro Viáfara, o lateral Apodi, os zagueiros Tiago Gomes e Anderson Martins, os meio-campistas Vanderson, Jackson e Rafael Bastos e o atacante Nadson, uns remanescentes, outros novatos, todos de qualidade inquestionável. O x do problema está na forma de Wagner Mancini escalar o time, quem desses será titular, quais dos novos contratados vão ter vez. Enquanto isso, próprio Alexandre Gallo, técnico do Bahia, diz que todos os indicados passaram pelo seu crivo, mas que a equipe só será definida a partir da segunda ou terceira rodada, porque o material humano, embora de qualidade, ainda é heterogêneo. Assim, vamos dar uma trégua: lá péla terceira rodada a gente vai ter uma visão de quem se arrumou melhor para 2009. Qualquer outra definição é incoerência e até mesmo falta de responsabilidade. Ou vidência exagerada, fato que comentei na crônica anterior. Sobre a intenção do Vitória em administrar Pituaçu, entrar em qualquer processo de licitação é um direito líquido de qualquer cidadão ou de qualquer instituição, só que acho, neste caso do Estádio Roberto Santos, fora de propósito, sem a menor motivação para qualquer analista e, sobretudo, sem a mínima condição de acontecer. Eu acho que quem deve administrar Pituaçu é o Governo do Estado, através da SUDESB. A praça esportiva não é de nenhum clube, pois o Bahia só vai mandar seus jogos lá, mas não é o dono. É um equipamento do povo, construído com dinheiro público e, portanto, é o Governo quem deve administrar o estádio e procurar não cometer os mesmos deslizes que levaram a Fonte Nova a ser impraticável.
Quanto à expulsão de PC do CD do Vitória é uma questão de foro intimo de cada um dos conselheiros rubro-negros. Foro íntimo e direito democrático. Confesso que não sei como isso funciona juridicamente, se é legal ou não, mas aí Carneiro, se quiser continuar jogando dos dois lados, poderá recorrer - e isso eu sei que ele tem peito pra fazer. Já disse e vou repetir: o Vitória, custe o tempo que custar, vai ter sempre a marca de Paulo Carneiro, que foi um recordista em ações e empreendimentos. Mas se a ida dele para o Bahia causou realmente uma inusitada surpresa a cronistas e torcedores, naturalmente está, ainda, representando uma grande revolta aos seus ex-companheiros de direção.
E a vida será sempre assim: o amigo de meu maior rival é, sem qualquer dúvida, diuturnamente, um inimigo que precisa ser combatido. Para os mais inflamados, sem dó nem piedade.
