DESCONTROLE INJUSTIFICÁVEL
Para começo de conversa, aviso logo: não sou corporativista e, para mim, no meu trabalho, a realidade do fato é o que importa. Esse é um espaço que eu deveria usar apenas para falar de futebol ou qualquer outro esporte. Contudo, não tenho como deixar o papelão generalizado ocorrido ao final do emocionante 2x2 entre Vitória e Goiás, passar em branco por que ele é significativo. A verdade é a seguinte: o futebol é cercado por pessoas – em todas as áreas, diga-se de passagem -, com o devido respeito, despreparadas para exercer funções tão significativas no cotidiano do brasileiro.
Costumeiro criador de caso, Emerson Leão, mais uma vez, sem redundância, mostrou completo e total descontrole para comandar um grupo grande de pessoas envolvidas em uma equipe de futebol. Queria confusão com o árbitro, achou com radialistas, incitou seus comandados à briga e não respeitou nem seus chefes e a polícia. É um caso perdido que, pelo conjunto da obra desde a época de jogador, já deveria ter sido banido do esporte. O que ele fez no Barradão é digno de buscar ajuda na psiquiatria. Foi ridículo e injustificável.
Entretanto, Leão não está sozinho nessa história. Roque Santos, a quem conheço apenas de vista, foi tão errado quanto o treinador do Goiás. Um dito profissional de imprensa tem que saber o seu lugar. Se pega pela frente uma pessoa mal educada, grosseira e descontrolada, tem a obrigação de reportar a falta de faculdades mentais do sujeito e não se igualar e agredir fisicamente A ou B pra dizer que “não come reggae de ninguém”. As coisas não são assim. Trata-se de futebol e da vida em comunidade. Um membro da imprensa tem que saber respeitar seu ouvinte/leitor/telespectador. Aprendi que: se for agredido, reporte, e não revide com violência. A não ser que seja uma situação extrema, o que não foi o caso. Roque perdeu uma grande oportunidade de, mais uma vez, mostrar a face descontrolada desse cidadão, que sempre age como se fosse o animal que carrega no sobrenome em caça na savana africana. Ao invés disso, virou chacota nacional e ridicularizou, involuntariamente, ainda mais, a já combalida credibilidade da imprensa baiana.
Para finalizar o grupo de descontrolados, o atacante Rafael Moura. Agora dá pra entender por que um jogador com qualidade como ele, nunca se firmou em lugar nenhum. Agrediu com socos e pontapés, dois radialistas que, no momento, estavam indefesos, apesar de Roque ter provocado isso. Ainda bem que o STJD já pediu o vídeo da confusão para abrir processo. Lugar de pessoa sem respeito pelo próximo e controle emocional, não é dentro de campo. Todos os envolvidos, repito, todos, devem ser punidos com critério e instantaneamente. Respeitem suas profissões e o futebol! Vamos fazer do futebol o que ele realmente é: um esporte que diverte, educa e coloca o Brasil no topo do mundo.
