Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

AJUSTE FINAL

Em qualquer tarefa na vida há o momento do ajuste final, em que o cidadão fica sabendo se a obra é boa ou ruim, se o que se fez valeu a pena ou foi apenas mais uma dessas realizações sem pé e sem cabeça.
É assim que vejo Bahia e Vitória, em uma semana de sábado e domingo de ajuste final. São as últimas esperanças colocadas em prática, na famosa bandeja da competição. O Bahia enfrenta o Corinthians, o Vitória pega o Fluminense.
Já coloquei bem claro o meu ponto de vista sobre os dois: acho que o Bahia não sobe para a Primeira Divisão como, também, não cai para a Terceira. E o Vitória, a esta altura, está ficando muito difícil chegar entre os quatro para disputar a Libertadores. Título nem pensar.
Vamos fazer uma análise sem os desvarios da paixão. O famoso Nelson Rodrigues dizia que marido traído convencido, religioso fanático e torcedor doente têm muito em comum. Um, se pega a mulher transando com outro em cima do sofá, prefere pegar o sofá e queimá-lo na rua, para todos verem que está extirpando o mal pela raiz, ou então, foi o descarado do Ricardão que andou metendo caraminholas na cabeça da sua pobre e indefesa mulher. Outro – o religioso -, só ele tem o segredo da salvação; e, por fim, o torcedor doente é aquele que vê sempre muita qualidade e competência no seu time, que supera qualquer previsão matemática, transformando péssimas campanhas em conquistas memoráveis.
O Bahia até pode ganhar do Corinthians, que não chega a ser uma maravilha de time, embora esteja disparado na liderança do campeonato. Mas não é um time imbatível. Tanto que no primeiro turno, lá em São Paulo, o próprio Bahia, cheio de desfalques e indefinições, jogou na defesa o tempo todo e garantiu 1x0. E nesta última rodada, o Timão suou frio para empatar com o Santo André, por 2x2, depois de haver perdido o primeiro tempo, com dois gols de diferença.
O drama é que, estando a nove pontos abaixo do quarto colocado, e com cinco outros clubes à sua frente, o Bahia não depende somente dele, nem da equação que alguns inocentes estão apresentando: ganha sete dos oito jogos que faltam e tudo se resolve! E os adversários, será que vão ficar estagnados? Com tão poucos jogos a disputar sem haver transitado o G-4 uma vez sequer, classificar agora é praticamente impossível. Os estatísticos estão afirmando que o tricolor tem 0,01% de chance de chegar ao título, 0,1% de subir para a primeira divisão e 0,2% de cair para a terceira.
Já o Vitória joga neste domingo contra o Fluminense, que já começa a fugir da degola e alcança resultados positivos, como foi este triunfo sobre o Atlético/PR, por 2x0. Vem para o tudo ou nada no Barradão e o rubro-negro, conforme o que se sabe, vai ter um time alterado, sem alguns dos seus principais jogadores. Mas, também, tem chances de ganhar. O que os estudiosos apontam é o seguinte: 0,01% de chances para ser campeão, 0,9% para conseguir uma vaga para a Libertadores. 0,01% de cair para a segunda divisão, mas tem 98,9% para conseguir a Sul-Americana.
Por todas essas razões – e sem tirar nem botar lenha na fogueira de ninguém – acho que já será de bom tamanho o Vitória alcançar uma vaga para a Sul-Americana e o Bahia não cair de divisão. Porque continuamos ainda devendo uma campanha de encher as medidas.  O que se vê são times ainda incompetentes, que não matem a regularidade nem inspiram grande confiança. E que Deus nos ajude neste momento de ajuste final.

Compartilhar