OS PRÓS E OS CONTRAS
Eu acho uma carga muito pesada colocar sobre os ombros do Bahia a necessidade de ganhar 10 dos 15 jogos que ainda lhe restam. O histórico, em relação a esta imposição, é desolador, pois só ganhou 32 pontos em 23 jogos (69 pontos disputados) e terá, agora, que ganhar 30 pontos em 15 partidas (45 pontos a disputar). Uma dolorosa penitência.
Vamos transformar isso em percentuais, já que este método está em franco uso com a campanha eleitoral: até aqui, com um desempenho de 46.4% após metade e mais cinco rodadas do campeonato, terá que melhorar esse índice para um aproveitamento de 66,6%. Ou por outra: ganhar dois terços dos pontos que ainda restam.
Os matemáticos, que já começam a vender seus sábios conceitos na mídia, dizem que para se classificar à Série A, o Corinthians está perto dos 100%, negócio de 99,99%, depois vem o Avaí, que apesar de ocupar hoje o quarto lugar na classificação, tem 91,2; depois o Santo André, 84,2; a seguir o Vila Nova, 75,2. E seguem Barueri, 22,1; Bragantino, 13,6; Ponte Preta, 10,8; Ceará, 1,4 – para só em nono lugar aparecer o Bahia, com míseros 0,8% de chances de subir.
Ainda bem que esses estudiosos afirmam que o Bahia praticamente não corre o perigo de cair para a Terceira Divisão, estando com remotíssimas possibilidades deste desastre, tendo como fortes candidatos 11 outros concorrentes. Mas para chegar em quarto lugar, tem que fazer mais bonito do que pelo menos seis outros que estão á sua frente.
Não discuto contra gente tão competente, porque esse negócio de estatística ou pesquisa de possibilidades, seja na intenção de votos ou no desempenho técnico de pessoas ou de equipes, dificilmente dá errado. Mas o que os dirigentes tricolores não podem é ficar dando ênfase a essa necessidade imperiosa de ter que vencer 10 em 15, como quem mete a faca nos peitos do cara que passa e diz o dar-ou-desce.
Sem querer ser o dono da cocada preta, quando o campeonato começou e o Bahia só tinha mesmo o Jóia da Princesa para mandar seus jogos, falei e escrevi várias vezes sobre a necessidade de se enturmar na Feira, treinar coletivos-aprontos por lá, ir às emissoras de rádio dar entrevistas, fazer campanhas sociais e de torcedores, sortear camisas e ingressos, solidificar o seu pé de meia na nova casa. Só agora, na hora desesperadora de desenferrujar as maquininhas de calcular, é que estão adotando essa providência.
Então, por causa de uma experiência de quase cinco décadas (45 anos exatos!), lembro que aos dirigentes não cabe ficar dizendo que o time tem que vencer 10 jogos, mas estabelecer uma meta menos espinhosa, a de dar apoio, providenciar todos os meios possíveis, através de pagamento em dia, assistência em todos os sentidos, para o time melhorar o seu comportamento na competição. Depois, quando só faltarem poucas rodadas para atingir os objetivos, aí então, podem até ficar dizendo que só faltam uma ou duas vitórias. Mas, neste momento, exigir ou delinear 10 vitórias em 15 jogos, é um fardo muito pesado.
Para os jogadores e para a torcida. Porque, em qualquer jornada como essa, tem aquele terrível encontro dos prós e dos contras.
Vamos transformar isso em percentuais, já que este método está em franco uso com a campanha eleitoral: até aqui, com um desempenho de 46.4% após metade e mais cinco rodadas do campeonato, terá que melhorar esse índice para um aproveitamento de 66,6%. Ou por outra: ganhar dois terços dos pontos que ainda restam.
Os matemáticos, que já começam a vender seus sábios conceitos na mídia, dizem que para se classificar à Série A, o Corinthians está perto dos 100%, negócio de 99,99%, depois vem o Avaí, que apesar de ocupar hoje o quarto lugar na classificação, tem 91,2; depois o Santo André, 84,2; a seguir o Vila Nova, 75,2. E seguem Barueri, 22,1; Bragantino, 13,6; Ponte Preta, 10,8; Ceará, 1,4 – para só em nono lugar aparecer o Bahia, com míseros 0,8% de chances de subir.
Ainda bem que esses estudiosos afirmam que o Bahia praticamente não corre o perigo de cair para a Terceira Divisão, estando com remotíssimas possibilidades deste desastre, tendo como fortes candidatos 11 outros concorrentes. Mas para chegar em quarto lugar, tem que fazer mais bonito do que pelo menos seis outros que estão á sua frente.
Não discuto contra gente tão competente, porque esse negócio de estatística ou pesquisa de possibilidades, seja na intenção de votos ou no desempenho técnico de pessoas ou de equipes, dificilmente dá errado. Mas o que os dirigentes tricolores não podem é ficar dando ênfase a essa necessidade imperiosa de ter que vencer 10 em 15, como quem mete a faca nos peitos do cara que passa e diz o dar-ou-desce.
Sem querer ser o dono da cocada preta, quando o campeonato começou e o Bahia só tinha mesmo o Jóia da Princesa para mandar seus jogos, falei e escrevi várias vezes sobre a necessidade de se enturmar na Feira, treinar coletivos-aprontos por lá, ir às emissoras de rádio dar entrevistas, fazer campanhas sociais e de torcedores, sortear camisas e ingressos, solidificar o seu pé de meia na nova casa. Só agora, na hora desesperadora de desenferrujar as maquininhas de calcular, é que estão adotando essa providência.
Então, por causa de uma experiência de quase cinco décadas (45 anos exatos!), lembro que aos dirigentes não cabe ficar dizendo que o time tem que vencer 10 jogos, mas estabelecer uma meta menos espinhosa, a de dar apoio, providenciar todos os meios possíveis, através de pagamento em dia, assistência em todos os sentidos, para o time melhorar o seu comportamento na competição. Depois, quando só faltarem poucas rodadas para atingir os objetivos, aí então, podem até ficar dizendo que só faltam uma ou duas vitórias. Mas, neste momento, exigir ou delinear 10 vitórias em 15 jogos, é um fardo muito pesado.
Para os jogadores e para a torcida. Porque, em qualquer jornada como essa, tem aquele terrível encontro dos prós e dos contras.
