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Coluna

UM BOM COMEÇO

Roberto Cavalo não poderia ter começado melhor a sua atuação como técnico do Bahia, que obteve sua maior goleada no atual campeonato, após uma semana de agressões de torcedores e uma acachapante derrota em Fortaleza.
O triunfo de 3x0 contra o América/RN, que em outros tempos era coisa normal, por ser um adversário fraco, que luta para não cair para a terceira divisão, agora ganha conotações até extraordinárias: já faz tempo, muito tempo mesmo, que o nosso bicampeão brasileiro não ganha com tantos gols de diferença. Depois, foram gols bem trabalhados, de grande beleza e que deram contornos coloridos ao sucesso.
O primeiro, de Paulo Roberto, foi num lance em que o Caio mostrou frieza, experiência e talento, executando um passe de quem tem tranqüilidade para superar as dificuldades, pois aconteceu em momento que o Ameriquinha estava mais assentado em campo. Os outros dois, de bela feitura individual, tanto o de Rogério Rios quanto o de Elias. Aí ficou a boa situação de que Cavalo tem em mãos um grupo que pode resultar em um time de melhor desempenho se caminhar por uma tática mais consistente, que certamente ele vai implantar.
O Bahia ainda não teve a superioridade absoluta de posse de bola e de desenho tático, mas foi uma equipe mais vibrante, que buscou o resultado com insistência, que não se enredou em seus próprios erros, como nos jogos anteriores, em Feira de Santana. Ganhou, portanto, com esforço, com méritos, como prêmio de sua maior ousadia. O adversário até que teve alguns bons momentos, mas é realmente fraco para pretender uma voltar à primeira divisão.
O que me preocupa neste momento é que o Corinthians está disparando, praticamente com uma vaga garantida e os outros três do G-4 também somam pontos a cada rodada. E a corrida para pegá-los fica realmente muito difícil, mas nada que possa desanimar.
Este próximo jogo ainda em casa contra o Santo André, que se situa entre os prováveis classificados, é de fundamental importância. Embora o tricolor ainda não o iguale em pontos, o triunfo é uma forma direta de encurtar a busca do G-4. É jogo de seis pontos.
A torcida, que foi fraca nesta terça-feira (pouco mais de 2.000 torcedores), deve ser bem mais numerosa contra o time do interior paulista, porque agora parece que o futebol tricolor encontra jeito no Jóia. Aliás, é bom saber que o Bahia já pensa em chegar à cidade de seu mando de campo um dia antes, treinando no local do jogo e se enturmando mais com os torcedores e o ambiente.
Enquanto isso, voltam as notícias do desgastante assunto de um Bahia utilizar o Barradão para os seus jogos restantes da Série C. Uns dizem que sim, outros dizem que não. Chegaram a informar que a Petrobras teria acenado o rubro-negro com uma ajuda substancial para fazer novas obras em seu estádio. E como já desmentem tal informação, é preferível esperar algo de mais concreto e real.

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