Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

MAIS FORÇA QUE DÁ

Depois de tantas esperanças, eis que o Bahia tem uma forte recaída e perde para o fraco Marília, por 3x1, sem qualquer tipo de apelação. Esse negócio de que o jogo foi fora de casa não satisfaz. Talvez a única argumentação aceitável seja a de que, sem Fausto e Ávine, o time fica enfraquecido.

Mas tem muitas outras coisas que podem ser enfrentadas agora, enquanto ainda há tempo de se consertar: o tricolor tem um esquema previsível, ligação direta, depende de lances individuais que possam definir resultados. Tem mais: além de não ter um bom grupo – e isso resulta na carência de peças de reposição -, é estranho ver jogador como Alison, que foi um dos maiores trunfos do campeonato regional, sendo preterido por Arturzinho, mais parecendo um cão danado, culpado de alguma coisa que ainda não consigo entender.

No jogo desta terça-feira, coitado do menino Paulo Roberto, que teve de jogar por ele e por vários outros. Driblou, atacou, defendeu, foi pela direita, pela esquerda, pelo meio, acabou não encontrando um parceiro para completar a sua extraordinária vontade de ganhar o jogo.

Ainda não considero o Bahia um caso perdido, como até mesmo alguns dos seus mais fanáticos torcedores, seguramente explodindo de revolta e decepção, afirmam e gritam nas rádios e nas ruas. Entendo, porém, que esses dois próximos jogos, em Feira contra o Gama e no Castelão, diante do Fortaleza, são de fundamental importância, verdadeiros divisores de águas: tem que ganhar pelo menos quatro pontos, vitória aqui, empate lá, sob pena de se distanciar dos quatro primeiros colocados e, outra vez, ficar tateando na faixa intermediária.

Arturzinho precisa definir um esquema mais lúcido e envolvente, os dirigentes necessitam ganhar a consciência de que ainda há lugar para uns dois reforços de realce, destes que não deixam dúvidas em ninguém. Do contrário, vai ser esse rame-rame até o fim do campeonato, esperança um dia, desespero no outro e nada de tomar prumo definitivo.

De todos os jogos até agora, foi o mais fraco fora de casa. Até nas derrotas anteriores, o Tricolor teve os seus momentos de domínio, como foi o caso daquela partida contra o Juventude, quando abriu o marcador, jogava bem e, de repente, desandou. No Bento de Abreu contra o Marília, o time não acertou o passo. Foi frágil na defesa, desconcentrado no meio-campo e incipiente no ataque, pois só o garoto Paulo Roberto se salvou.
 Se o campeão brasileiro acreditar em sua tradição, é só forçar que dá para sair desta. Afinal, antes deste jogo, eram nove partidas sem perder, três vitórias consecutivas.

E o Vitória? Será que já se compenetrou da força de seu grupo para enfrentar o Cruzeiro com mais possibilidades de alcançar um resultado positivo? Até agora, tem sido de campanha apreciável em seu estádio, mas apenas sofrível fora dele, porque vitórias contra Flamengo e Portuguesa e empates diante de Sport e Coritiba são pouca coisa para um quinto colocado de Brasileiro da elite. São somente oito pontos dos 32 já conquistados. Muito pouco mesmo.

Não se trata de querer que Wagner Mancini coloque em prática um esquema suicida nos jogos fora, mas, também, o time tem que mostrar, durante todos os minutos, que é uma força do atual campeonato. Jogar com igual intensidade o tempo todo.

De qualquer sorte, ainda aposto que o Bahia sobe e que o Vitória acaba entre os melhores da primeira divisão. É só forçar que dá para chegar.

Compartilhar