Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

HORA DA MATURIDADE

Se há uma coisa fundamental para se superar dificuldades em qualquer competição é de não cair em desespero quando os resultados não são os mais favoráveis. Em lugar de atitudes extremas ou amadoras, trabalho para reencontrar o sucesso. E esta tem sido uma arma muito clara dos atuais dirigentes do Vitória, desde que o time transitou pela terceira divisão, em 2006. De lá até hoje teve os seus momentos de depressão, mas nunca se deixou levar pelos palpites inconseqüentes de demitir em massa, de buscar culpados, de cair em paranóia.
Esse expediente tem sido superado com certa tranqüilidade – e é isso que tanto a torcida esclarecida quanto os cronistas conscientes queremos. Porque esse negócio de descobrir erros irremediáveis a cada derrota, faz parte de uma história do passado, de falta de diretriz e profissionalismo.
Eu até acho que poderia se esperar bem mais do Vitória contra o Grêmio e o Palmeiras, que neste último jogo, em lugar de se culpar a arbitragem tendenciosa do carioca Marcelo de Lima Henrique, deve ser reconhecida o melhor desempenho alviverde que fez prevalecer o seu mando de campo, aliás, o mesmo forte que o time baiano vem tendo nesta temporada, porque inadmissível é repetir essa atuação neste próximo domingo, contra o Vasco, no Barradão.
É bom não minimizar o conceito de que este é um campeonato muito equilibrado e que a performance das equipes que estão na ponta tem sido construída
principalmente pelo mando de campo. É bom lembrar também que, nas rodadas 11 e 12 o rubro-negro perdeu para o Fluminense, no Maracanã (2x1) e para o São Paulo, no Barradão (3x1), recuperando-se depois, com belas vitórias sobre o Flamengo, no Maracanã (1x0) e Náutico, no MB (2x0).
Então, já se foi o tempo de se adotar medidas extremas, mandando todo mundo embora, porque atitudes assim só fazem provocar mais complicações. E tem mais: se nas duas temporadas anteriores, o projeto foi ficar entre os quatro e subir de divisão, atingindo-se plenamente esses objetivos, seria muita pretensão já se querer o Vitória campeão nacional da Série A, contra pelo menos uns oito clubes mais estruturados e de maiores recursos financeiros. Seria como se qualificar o futebol de elite no mesmo patamar das Séries C e B, onde nossos dois maiores times são, na verdade, equipes de ponta e que têm a obrigação de estar sempre entre os primeiros. Ainda assim, mesmo que encontrem dificuldades, não é justo que se exercite a lei da guilhotina a cada rodada mal sucedida.
O Vitória está na média e cumpre boa campanha, tanto que foi ao Sul, perdeu dois jogos levando cinco gols sem marcar um só e volta em condições de disputar o G-4 neste próximo jogo com o Vasco da Gama, quando joga em casa e certamente terá o apoio de sua torcida e uma apresentação mais convincente.
Sobre o treinador Wagner Mancini ninguém pode lhe subtrair a capacidade que tem demonstrado, mas, também, o que ele não pode é insistir no conceito sobre certos jogadores, que já merecem mais consideração, como são os casos dos laterais Rafael e Daniel e do meia Leandro Domingues.
Fazer o dever de casa é preciso – e nesta partida contra o Vasco, cujo retrospecto é muito favorável dentro do Barradão, o Vitória tem que resgatar o futebol alegre, envolvente e objetivo de algumas rodadas anteriores. E como ainda serão jogadas 20 partidas até o campeonato terminar, não se pode dizer que todas as chances de chegar entre os primeiros tenham se esgotado.
Essas afirmações insanas ficam por conta de paixões reprimidas ou tentativas de desestabilização. Consertar erros é preciso, cair em desespero, aí sim, é o começo de um desastre.
Porque é na adversidade que pessoas e grupos mostram o seu grau de maturidade.

Compartilhar