ADEUS, SÍNDROME
Por Edson Almeida
Pode até ser prematuro, mas estimo que o Bahia tenha superado todos os seus traumas de jogar em Feira de Santana, após esta ótima vitória sobre a forte Ponte Preta. De uma só vez, alcançou vários aspectos positivos: não apenas virou um jogo que parecia perdido, como, também, mostrou progressos no segundo tempo e teve um contingente de 6.000 tricolores comandando todas as ações, a seu favor, como sempre foi essa fiel torcida, mesmo diante de um time de limitações, que foi amplamente dominado durante toda a primeira etapa.
Desta vez, contou com o apoio de seus companheiros de arquibancada – e isso foi fundamental para superar uma história muito ruim de resultados, porque embora há vários jogos sem perder em casa, uma única vitória era muito pouco para as pretensões do nosso campeão brasileiro. Houve compreensão e amparo, fatores marcantes para a virada de 2x1.
Alguns companheiros mais exigentes chegaram a afirmar que ainda foi uma virada falsa, porque o Bahia só a conseguiu após a Ponte ficar sem um dos seus jogadores, expulso de campo. Mas isso faz parte do conjunto do jogo – e mesmo entendendo que tenha sido um ponto favorável, a verdade é que, desta vez, não se desperdiçou tantas chances quanto nas outras partidas, que terminaram empatadas, mas com o gosto amargo de derrota.
Arturzinho teve a coragem de escalar de saída o menino Paulo Roberto no lugar do lesionado Marcelo Ramos, insistiu com ele no tempo complementar, deu chance a outro garoto, o Bruno Lopes, e esses dois jovens foram fundamentais para o bom resultado. Conseguiu transformar a cara de seu time que, desta vez, passou de apático a valente, de dominado a dominante, de intranqüilo a uma consciência que realça uma forte esperança.
A vitória desta terça se não melhorou o Bahia de posição, porque os seus principais rivais também ganharam, deu confiança na equipe e na torcida, espantando um fantasma que vinha sendo o maior de todos os obstáculos tricolores: não poder fazer festa em sua própria casa.
Agora, após uma segunda vitória dentro do Jóia, e da maneira como foi conquistada, na raça, na vibração, no brilho de alguns jogadores e de virada, nos últimos 20 minutos, ficou bem claro que, com aplicação e destemor, o Bahia pode, também, fazer bonito em seu próprio habitat, pois a sua campanha fora de casa é das melhores. E superado esse entrave, o time tem amplas condições de chegar entre os primeiros e garantir a vaga para o futebol de elite. Afinal de contas, mesmo em oitavo lugar, mas com uma diferença de apenas um ponto para o quarto colocado, mais duas ou três rodadas, com empenho e um pouco de sorte, pode perfeitamente chegar ao G-4 e se firmar definitivamente.
Espera-se, agora, que o Vitória faça bonito contra o Palmeiras, neste difícil jogo do Palestra Itália. Já lhes disse que o alviverde é favorito, porque joga em seus domínios, incentivado pela torcida e porque tem uma boa equipe. Mas favoritismo não garante vitória antecipada.
O excelente Ramon Menezes tem uma resposta muito prática para essas situações, quando afirma que, se é difícil para o Vitória, também vai ser difícil para os adversários. Basta o time jogar com personalidade, buscando o gol, sem qualquer tipo de acanhamento. Perder, ganhar ou empatar é normal em um campeonato tão equilibrado quanto este Brasileiro.
O que não se admite é ver nossos times perderem porque se apequenaram, porque assumiram postura tática de quem tem medo de partir para a luta.
Em termos práticos e claros: já não podemos aceitar derrotas ou empates que trazem o sintoma da covardia. Queremos, acima de tudo, garra, coragem, vibração. Porque essas são qualidades indispensáveis para quem perseguem as vitórias.
Pode até ser prematuro, mas estimo que o Bahia tenha superado todos os seus traumas de jogar em Feira de Santana, após esta ótima vitória sobre a forte Ponte Preta. De uma só vez, alcançou vários aspectos positivos: não apenas virou um jogo que parecia perdido, como, também, mostrou progressos no segundo tempo e teve um contingente de 6.000 tricolores comandando todas as ações, a seu favor, como sempre foi essa fiel torcida, mesmo diante de um time de limitações, que foi amplamente dominado durante toda a primeira etapa.
Desta vez, contou com o apoio de seus companheiros de arquibancada – e isso foi fundamental para superar uma história muito ruim de resultados, porque embora há vários jogos sem perder em casa, uma única vitória era muito pouco para as pretensões do nosso campeão brasileiro. Houve compreensão e amparo, fatores marcantes para a virada de 2x1.
Alguns companheiros mais exigentes chegaram a afirmar que ainda foi uma virada falsa, porque o Bahia só a conseguiu após a Ponte ficar sem um dos seus jogadores, expulso de campo. Mas isso faz parte do conjunto do jogo – e mesmo entendendo que tenha sido um ponto favorável, a verdade é que, desta vez, não se desperdiçou tantas chances quanto nas outras partidas, que terminaram empatadas, mas com o gosto amargo de derrota.
Arturzinho teve a coragem de escalar de saída o menino Paulo Roberto no lugar do lesionado Marcelo Ramos, insistiu com ele no tempo complementar, deu chance a outro garoto, o Bruno Lopes, e esses dois jovens foram fundamentais para o bom resultado. Conseguiu transformar a cara de seu time que, desta vez, passou de apático a valente, de dominado a dominante, de intranqüilo a uma consciência que realça uma forte esperança.
A vitória desta terça se não melhorou o Bahia de posição, porque os seus principais rivais também ganharam, deu confiança na equipe e na torcida, espantando um fantasma que vinha sendo o maior de todos os obstáculos tricolores: não poder fazer festa em sua própria casa.
Agora, após uma segunda vitória dentro do Jóia, e da maneira como foi conquistada, na raça, na vibração, no brilho de alguns jogadores e de virada, nos últimos 20 minutos, ficou bem claro que, com aplicação e destemor, o Bahia pode, também, fazer bonito em seu próprio habitat, pois a sua campanha fora de casa é das melhores. E superado esse entrave, o time tem amplas condições de chegar entre os primeiros e garantir a vaga para o futebol de elite. Afinal de contas, mesmo em oitavo lugar, mas com uma diferença de apenas um ponto para o quarto colocado, mais duas ou três rodadas, com empenho e um pouco de sorte, pode perfeitamente chegar ao G-4 e se firmar definitivamente.
Espera-se, agora, que o Vitória faça bonito contra o Palmeiras, neste difícil jogo do Palestra Itália. Já lhes disse que o alviverde é favorito, porque joga em seus domínios, incentivado pela torcida e porque tem uma boa equipe. Mas favoritismo não garante vitória antecipada.
O excelente Ramon Menezes tem uma resposta muito prática para essas situações, quando afirma que, se é difícil para o Vitória, também vai ser difícil para os adversários. Basta o time jogar com personalidade, buscando o gol, sem qualquer tipo de acanhamento. Perder, ganhar ou empatar é normal em um campeonato tão equilibrado quanto este Brasileiro.
O que não se admite é ver nossos times perderem porque se apequenaram, porque assumiram postura tática de quem tem medo de partir para a luta.
Em termos práticos e claros: já não podemos aceitar derrotas ou empates que trazem o sintoma da covardia. Queremos, acima de tudo, garra, coragem, vibração. Porque essas são qualidades indispensáveis para quem perseguem as vitórias.
