MEIO-CAMPO E ATAQUE
Por Edson Almeida
O Bahia ganhou do Brasiliense (3x2) e trocou o e décimo pelo oitavo lugar. Pode até não ter jogado um futebol maravilhoso, mas mereceu ganhar e voltou a mostrar que fora de seus domínios joga sem aquele terrível fardo da responsabilidade exagerada. Parte pra cima, não tem medo de errar – e acaba acertando muito mais. Em Feira é onde mora o problema. Até que tem começado bem a maioria de seus jogos, mas acaba ficando muito acanhado diante das dificuldades, principalmente em cada segundo tempo.
Mas este jogo desta terça-feira, contra a Ponte Preta, é de fundamental importância, porque parece ser o adversário de melhor qualidade das próximas rodadas e se o tricolor ganhar, como se espera, tira o “peso das costas” e vai em frente até chegar no G-4. O futebol tem que ser jogado com alegria, com convicção, com criatividade de quem realmente executa uma arte. Nos jogos do Jóia da Princesa, o Bahia tem sido protagonista de uma encenação trágica, de quem parece estar indo para a forca ou para o cadafalso. Na hora que desmanchar esta teia de aranha, não vejo motivos para deixar de conquistar resultados positivos.
Há os que asseguram que o tricolor tem um time medíocre e que seu técnico é mais folclórico do que estrategista, mas, olhando sem tanta má vontade, seguramente, só o Corinthians parece ser mais qualificado nesta segunda divisão, ainda assim sem a superioridade que apresentava no início da competição. Seu futebol atualmente é amarrado, sem brilho técnico, apesar de ser o que mais investiu para sair logo desta incômoda Série B.
Claro que esta vitória contra o Brasiliense não dá ao Bahia o direito de pensar que já superou todos os seus problemas, até porque o time do ex-senador Luiz Estevão é daqueles formados por ex-bons jogadores, a maioria deles de um passado glorioso, mas que deixam a impressão de estar completando apenas o tempo para entrar com o pedido de aposentadoria. Mas o histórico tricolor é bom, porque esta foi à sexta partida sem derrota e fora de casa, tem um ótimo aproveitamento de quase 55%, o que lhe dá tranquilamente um dos primeiros lugares.
O Vitória, que vem correspondendo plenamente na Série A, desceu dois degraus em Porto Alegre, perdendo de 2x0 para o líder Grêmio. Foi um time valente, que procurou jogar de igual para igual, mas Vagner Mancini, além dos problemas que levou sem poder contar com Vanderson, Williams Santana, Ramon e Dinei, demorou muito em fazer substituições. Deveria ter voltado do vestiário com duas mudanças, porque Rodrigão e Jackson estiveram muito fracos. Leandro Domingues entrou tardiamente, mas mostrou que pode ser uma boa arma para os próximos jogos. Afinal, é um jogador diferenciado. E se o Vitória foi bem no primeiro tempo, só levando um gol porque o árbitro Sálvio Spínola deixou de marcar uma falta clara do atacante gremista, no segundo, o Grêmio fez por onde merecer o triunfo. Mas o Vitória, apesar de tudo, foi um time que não desapontou a sua torcida e esta derrota não tira o brilho da boa campanha rubro-negra até aqui.
Contra o Palmeiras, nesta quinta, o alviverde é o favorito. Está bem e joga dentro de seus domínios, o Palestra Itália. Mas favoritismo não ganha jogo antecipadamente – e o Vitória tem chances, sim, de trazer um bom resultado.
A rodada realçou a impressão de que o Bahia pode engrenar e que o Vitória tem condições de criar boa expectativa para os próximos jogos. Mas ficou bem claro também que o Bahia tem carência de um meia-armador daqueles que passem a bola com mais eficiência, como se diz, de apreciável visão periférica, e o Vitória de mais um bom atacante, porque esta ausência de Dinei está sendo um inquestionável problema para o treinador.
O Bahia ganhou do Brasiliense (3x2) e trocou o e décimo pelo oitavo lugar. Pode até não ter jogado um futebol maravilhoso, mas mereceu ganhar e voltou a mostrar que fora de seus domínios joga sem aquele terrível fardo da responsabilidade exagerada. Parte pra cima, não tem medo de errar – e acaba acertando muito mais. Em Feira é onde mora o problema. Até que tem começado bem a maioria de seus jogos, mas acaba ficando muito acanhado diante das dificuldades, principalmente em cada segundo tempo.
Mas este jogo desta terça-feira, contra a Ponte Preta, é de fundamental importância, porque parece ser o adversário de melhor qualidade das próximas rodadas e se o tricolor ganhar, como se espera, tira o “peso das costas” e vai em frente até chegar no G-4. O futebol tem que ser jogado com alegria, com convicção, com criatividade de quem realmente executa uma arte. Nos jogos do Jóia da Princesa, o Bahia tem sido protagonista de uma encenação trágica, de quem parece estar indo para a forca ou para o cadafalso. Na hora que desmanchar esta teia de aranha, não vejo motivos para deixar de conquistar resultados positivos.
Há os que asseguram que o tricolor tem um time medíocre e que seu técnico é mais folclórico do que estrategista, mas, olhando sem tanta má vontade, seguramente, só o Corinthians parece ser mais qualificado nesta segunda divisão, ainda assim sem a superioridade que apresentava no início da competição. Seu futebol atualmente é amarrado, sem brilho técnico, apesar de ser o que mais investiu para sair logo desta incômoda Série B.
Claro que esta vitória contra o Brasiliense não dá ao Bahia o direito de pensar que já superou todos os seus problemas, até porque o time do ex-senador Luiz Estevão é daqueles formados por ex-bons jogadores, a maioria deles de um passado glorioso, mas que deixam a impressão de estar completando apenas o tempo para entrar com o pedido de aposentadoria. Mas o histórico tricolor é bom, porque esta foi à sexta partida sem derrota e fora de casa, tem um ótimo aproveitamento de quase 55%, o que lhe dá tranquilamente um dos primeiros lugares.
O Vitória, que vem correspondendo plenamente na Série A, desceu dois degraus em Porto Alegre, perdendo de 2x0 para o líder Grêmio. Foi um time valente, que procurou jogar de igual para igual, mas Vagner Mancini, além dos problemas que levou sem poder contar com Vanderson, Williams Santana, Ramon e Dinei, demorou muito em fazer substituições. Deveria ter voltado do vestiário com duas mudanças, porque Rodrigão e Jackson estiveram muito fracos. Leandro Domingues entrou tardiamente, mas mostrou que pode ser uma boa arma para os próximos jogos. Afinal, é um jogador diferenciado. E se o Vitória foi bem no primeiro tempo, só levando um gol porque o árbitro Sálvio Spínola deixou de marcar uma falta clara do atacante gremista, no segundo, o Grêmio fez por onde merecer o triunfo. Mas o Vitória, apesar de tudo, foi um time que não desapontou a sua torcida e esta derrota não tira o brilho da boa campanha rubro-negra até aqui.
Contra o Palmeiras, nesta quinta, o alviverde é o favorito. Está bem e joga dentro de seus domínios, o Palestra Itália. Mas favoritismo não ganha jogo antecipadamente – e o Vitória tem chances, sim, de trazer um bom resultado.
A rodada realçou a impressão de que o Bahia pode engrenar e que o Vitória tem condições de criar boa expectativa para os próximos jogos. Mas ficou bem claro também que o Bahia tem carência de um meia-armador daqueles que passem a bola com mais eficiência, como se diz, de apreciável visão periférica, e o Vitória de mais um bom atacante, porque esta ausência de Dinei está sendo um inquestionável problema para o treinador.
