HORA DE RESPONDER
Por Edson Almeida
Desde que eu tornei pública, a minha caixa eletrônica só vive cheia de correspondências de torcedores, a maioria deles exigindo um posicionamento sobre diversos assuntos – e o mais repetido é o de que tanto tricolores quanto rubro-negros questionam sobre a possibilidade de o Bahia utilizar-se do Barradão para terminar o Brasileiro da Série B, considerando-se que fica cada vez mais remoto o término das obras de reformas do Estádio Metropolitano de Pituaçu, o que já era esperado, porque toda ação governamental é sempre morosa e repleta de contratempos, fruto do que podemos qualificar de falta de vontade política.
Como este ainda é o tema da moda – e como uma dezena de tricolores espera uma resposta franca, aberta e definitiva, vou tomar como referência o texto de Flávio Brandão, que diz: “Você que, apesar de ótimo comentarista de rádio e excelente de texto, é um rubro-negro sem vergonha de andar dizendo isso, deveria, para prestar mais um serviço ao futebol da Bahia, aconselhar à Petrobras para, em lugar de encher os cofres do Vitorinha com os R$ 4 milhões que o gorducho Sampaio está pedindo para construir mais arquibancadas e colocar cobertura no MB, doar este dinheiro ao Bahia, que é bi-campeão brasileiro, representante legítimo do nosso futebol, porque assim os dirigentes pagariam salários atrasados e sairiam do vermelho”. E diz muito mais, ora me levando ao Céu, ora me empurrando para o Inferno.
Como há outras correspondências tratando do assunto, seguramente sem a mesma eloqüência, mas com a maioria afirmando que, se a empresa estatal de petróleo ajudar o Vitória, até nem vão aos jogos em sinal de protesto, vou, como diz a minha irmã mais velha, Nisseres, pontuar certas letras para esses cabras:
Ponto um – Não vejo o cara honesto, por esclarecer publicamente o time que admira ser um sem-vergonha. E por acaso você, Brandão, é um desavergonhado por torcer pelo grande Bahia? De certo modo, velho, não tenho mesmo vergonha em explicitar as minhas simpatias clubísticas que, jamais atingirá o desserviço da preferência e da distorção de fatos, como você está fazendo.
Ponto dois – Veja só, o problema de uma empresa querer investir nesta questão, não significa que a empresa esteja com dinheiro supérfluo, sem utilidade dentro de uma gaveta, para tirar os endividados do sufoco. O que ela pretende, caso isso ocorra, é gerar efeito multiplicador de seus produtos e de suas ações comerciais. Se for verdade o que dizem, os executivos da estatal estão pensando em retorno publicitário, porque se fosse do jeito que o amigo diz, pensa ou pleiteia, até eu iria para a porta da empresa pedir um adjutório para pagar o lanche que estou devendo ao seu Dudinha.
Ponto três – É preciso que todos sejam: tricolores, rubro-negros, azuis ou amarelos entendam que o fato de se ter uma enorme torcida e títulos conquistados não dá o direito de se ser inadimplente ou desleixado para que os outros, penalizados ou temerosos, paguem as contas e resolvem problemas, sem qualquer tipo de esforço. Se fosse assim, a China, que tem um bilhão e seiscentos milhões de habitantes, seria o maior pais do mundo, porque todos teriam que trabalhar em função deles. Somente agora, depois de duros séculos de dificuldades, é que os chineses despertaram para uma melhor atuação na economia e começam a colocar os olhinhos mais abertos e com mais progresso.
Ponto quatro – Para não ficar apenas no exemplo da China, o próprio futebol está repleto deles. O Flamengo e o Corinthians, clubes de maiores contingentes de torcedores no país (dizem até que o Flamengo é o maior do mundo), não são os maiores nem mais estáveis clubes do país. Porque foram relaxados, aí, sim, não tiveram vergonha na cara. Ainda agora, são prepotentes, arrogantes, metidos a besta, mas não cuidam, como o Bahia, de suas potencialidades. E então perdem em organização e estrutura para São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético/PR e outros. Ser clube grande não é contar os títulos do passado, porque ser grande é uma questão estrutural, até porque quem só vive contando história de títulos passados acaba não sabendo o que fazer na hora das vacas magras e da falta de recursos.
Eu absorveria todo espaço deste portal explicando essas coisas que são fáceis de entender, mas parece que vocês preferem chutá-las pela linha de fundo, em lugar de convertê-las em gols de compreensão e maturidade. Na verdade, o que mais nos importa neste momento é ver o Bahia ganhar do Brasiliense e ficar perto do G-4 de sua divisão e o Vitória pregar a difícil façanha de não perder para o favorito Grêmio, dentro do Olímpico, e permanecer entre os melhores de sua Série.
Desde que eu tornei pública, a minha caixa eletrônica só vive cheia de correspondências de torcedores, a maioria deles exigindo um posicionamento sobre diversos assuntos – e o mais repetido é o de que tanto tricolores quanto rubro-negros questionam sobre a possibilidade de o Bahia utilizar-se do Barradão para terminar o Brasileiro da Série B, considerando-se que fica cada vez mais remoto o término das obras de reformas do Estádio Metropolitano de Pituaçu, o que já era esperado, porque toda ação governamental é sempre morosa e repleta de contratempos, fruto do que podemos qualificar de falta de vontade política.
Como este ainda é o tema da moda – e como uma dezena de tricolores espera uma resposta franca, aberta e definitiva, vou tomar como referência o texto de Flávio Brandão, que diz: “Você que, apesar de ótimo comentarista de rádio e excelente de texto, é um rubro-negro sem vergonha de andar dizendo isso, deveria, para prestar mais um serviço ao futebol da Bahia, aconselhar à Petrobras para, em lugar de encher os cofres do Vitorinha com os R$ 4 milhões que o gorducho Sampaio está pedindo para construir mais arquibancadas e colocar cobertura no MB, doar este dinheiro ao Bahia, que é bi-campeão brasileiro, representante legítimo do nosso futebol, porque assim os dirigentes pagariam salários atrasados e sairiam do vermelho”. E diz muito mais, ora me levando ao Céu, ora me empurrando para o Inferno.
Como há outras correspondências tratando do assunto, seguramente sem a mesma eloqüência, mas com a maioria afirmando que, se a empresa estatal de petróleo ajudar o Vitória, até nem vão aos jogos em sinal de protesto, vou, como diz a minha irmã mais velha, Nisseres, pontuar certas letras para esses cabras:
Ponto um – Não vejo o cara honesto, por esclarecer publicamente o time que admira ser um sem-vergonha. E por acaso você, Brandão, é um desavergonhado por torcer pelo grande Bahia? De certo modo, velho, não tenho mesmo vergonha em explicitar as minhas simpatias clubísticas que, jamais atingirá o desserviço da preferência e da distorção de fatos, como você está fazendo.
Ponto dois – Veja só, o problema de uma empresa querer investir nesta questão, não significa que a empresa esteja com dinheiro supérfluo, sem utilidade dentro de uma gaveta, para tirar os endividados do sufoco. O que ela pretende, caso isso ocorra, é gerar efeito multiplicador de seus produtos e de suas ações comerciais. Se for verdade o que dizem, os executivos da estatal estão pensando em retorno publicitário, porque se fosse do jeito que o amigo diz, pensa ou pleiteia, até eu iria para a porta da empresa pedir um adjutório para pagar o lanche que estou devendo ao seu Dudinha.
Ponto três – É preciso que todos sejam: tricolores, rubro-negros, azuis ou amarelos entendam que o fato de se ter uma enorme torcida e títulos conquistados não dá o direito de se ser inadimplente ou desleixado para que os outros, penalizados ou temerosos, paguem as contas e resolvem problemas, sem qualquer tipo de esforço. Se fosse assim, a China, que tem um bilhão e seiscentos milhões de habitantes, seria o maior pais do mundo, porque todos teriam que trabalhar em função deles. Somente agora, depois de duros séculos de dificuldades, é que os chineses despertaram para uma melhor atuação na economia e começam a colocar os olhinhos mais abertos e com mais progresso.
Ponto quatro – Para não ficar apenas no exemplo da China, o próprio futebol está repleto deles. O Flamengo e o Corinthians, clubes de maiores contingentes de torcedores no país (dizem até que o Flamengo é o maior do mundo), não são os maiores nem mais estáveis clubes do país. Porque foram relaxados, aí, sim, não tiveram vergonha na cara. Ainda agora, são prepotentes, arrogantes, metidos a besta, mas não cuidam, como o Bahia, de suas potencialidades. E então perdem em organização e estrutura para São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético/PR e outros. Ser clube grande não é contar os títulos do passado, porque ser grande é uma questão estrutural, até porque quem só vive contando história de títulos passados acaba não sabendo o que fazer na hora das vacas magras e da falta de recursos.
Eu absorveria todo espaço deste portal explicando essas coisas que são fáceis de entender, mas parece que vocês preferem chutá-las pela linha de fundo, em lugar de convertê-las em gols de compreensão e maturidade. Na verdade, o que mais nos importa neste momento é ver o Bahia ganhar do Brasiliense e ficar perto do G-4 de sua divisão e o Vitória pregar a difícil façanha de não perder para o favorito Grêmio, dentro do Olímpico, e permanecer entre os melhores de sua Série.
