Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

O QUE ME PREOCUPA E O QUE ANIMA

Por Edson Almeida
 O que mais preocupa no Bahia é essa insistente perda de oportunidades dentro de seus domínios. Foram tantos os tropeços que os pontos perdidos em Feira de Santana são responsáveis diretos pela sua estagnação abaixo do G-4 desde que a Série B começou. 
 O que mais anima na excelente campanha do Vitória tem sido o fato de suas atuações convincentes, através de um futebol veloz, de ótimos e precisos toques, de um grupo que parece não ter limites de qualidade. O time tem jogado até com quatro ou cinco desfalques, mas os reservas que entram o fazem com eficiência e naturalidade. 
 Um problema, o do Bahia, tem que começar a ser superado logo neste jogo desta sexta-feira, contra o Bragantino, com uma grande atuação no Jóia, uma vitória expressiva, que não deixe a menor dúvida sobre a sua superioridade. Porque, até aqui, em seis jogos disputados no Jóia (18 pontos), o tricolor só conquistou sete e perdeu 11, o que lhe dá um péssimo aproveitamento de apenas 38,8%. Já fora de casa, nas sete partidas que disputou (21 pontos), conquistou 11 e perdeu 10, o que lhe confere o bom aproveitamento de 52,3%. 
 Os campeonatos estão com o seu primeiro terço jogado e se a gente fizer uma projeção, encontra o Vitória com plenas condições de brigar por uma das vagas da Libertadores e o Bahia em grande luta para se manter na divisão em que está. Claro que no caso do futebol, que envolve uma série de fatores do comportamento humano, a Matemática é apenas uma ferramenta de trabalho, nunca um mecanismo definitivo do que possa acontecer. Mas se o cidadão projetar que o rubro-negro mantenha-se nesta trajetória, ao final da competição poderá alcançar entre 70 e 74 pontos. E no ano passado, o São Paulo foi campeão com 77 pontos e no anterior, com 78. Já o quarto colocado, em 2006, foi o Santos, com 64 e em 2007, o Fluminense, com 61, que já havia garantido vaga na principal competição continental por ter sido o campeão da Copa do Brasil.
 Já o Bahia, por causa de suas vacilações nos seus domínios, fazendo-se a mesma projeção, não deve ultrapassar os 54 pontos, e como disputa uma das quatro vagas para subir de divisão, é bom lembrar que o Vitória, no ano passado, acabou em quarto lugar, com 59 pontos e o Coritiba, campeão da Série B, chegou aos 69. No ano anterior, pior ainda: o quarto, o América/RN somou 61 pontos e o campeão Atlético/MG chegou aos 71.  Então, as receitas são muito práticas e simples: o Vitória tem que manter essa pegada. Jogar sempre como time grande e favorito dentro do seu estádio e atuar de forma valente na casa dos inimigos, porque são esses aspectos que o tem colocado neste belo patamar; já o tricolor precisa melhorar muito em casa, espantando de uma vez por todas a síndrome de não pontuar como deve em Feira de Santana.
 Já disse e volto a repetir: até hoje, jogadas seis partidas no Jóia da Princesa e o Bahia não tomou a iniciativa de adotar a cidade como sua verdadeira parceira, sua inquestionável casa. Como fazer isso? Levando o time para realizar os aprontos no local do jogo, visitando com seus jogadores as principais instituições sociais e os pontos mais representativos da cidade. Ao contrário disso, só aparece por lá na hora de cada jogo começar – e como sua imensa torcida não tem podido se deslocar em mais de 100 quilômetros todas as noites – porque a maioria dos jogos têm sido noturnos -, falta gente no estádio para levar calor e vibração, que tanto foram grandes aliados do bicampeão brasileiro.
 Assim, temos ficado com a impressão de que o Vitória parece haver encontrado todo apetite para enfrentar a primeira divisão, com um grupo forte e muito bem treinado pelo Vagner Mancini e o Bahia, até agora, ainda tenta descobrir quais os melhores caminhos para alcançar os seus objetivos. O novo triunfo rubro-negro (2x0 Náutico), com meio-time de reservas mostrou isso; o empate tricolor (1x1 São Caetano), com a volta dos seus principais jogadores, foi apenas mais um amargo capítulo de não engrenar em seu próprio habitat.
 Nesta sexta-feira, no Jóia, a história tem que ser mudada. Custe o que custar. E no domingo, no Mineirão, a valentia tem que ser mantida. E seja o que Deus quiser.

Compartilhar