RESPOSTA A UM TORCEDOR
Por Edson Almeida
Do tricolor Ricardo Hage recebi, nesta terça-feira, uma comunicação eletrônica, naturalmente dentro de uma linguagem dos Internautas, que tive a ousadia de fazer algumas adaptações, motivo que me leva a pedir desculpas. Mas o que vale mesmo é o seu recado, muito bem feito, embasado em um grande senso crítico e uma postura muito respeitosa e democrática. Sua comunicação é a que se segue:
“Edson, seus comentários referentes ao E C Bahia, são muito lúcidos e equilibrados, mas nós torcedores não suportamos mais a estagnação. Temos que cobrar, temos que demonstrar nossa insatisfação. Edson, um profissional com o seu gabarito não pode ficar comentando jogos da segunda e terceira divisões para sempre. Temos que aproveitar sua capacidade para comentar finais de campeonatos importantes, de grandeza como a copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores. Como fazem os comentaristas gaúchos, mineiros, paranaenses e ate pernambucanos. Fazendo um comparativo médio em termos de potencial e rendas por estado. Por que não os baianos? Você sabe disso bem mais que eu. Vamos sair dessa, nos ajude, use sua forca com a crônica, crítica e opinião profissional para fazer nosso futebol voltar a brilhar. Forçando a mesmice sair do cenário esportivo baiano. Vamos buscar as eleições diretas para Bahia, Vitória, Fluminense e outros. Deixando de lado a política de heróis, amadores e representantes desmotivados ao novo. Ajude-nos, você tem poder e capacidade profissional além de uma sabedoria natural impressionante, para promover esta mudança. Saudações. Ricardo Hage”.
Meu caro Lage, e por acaso tenho eu batalhado por outra coisa? Talvez alguns tricolores não me entendam muito, porque não sou daqueles que fazem o clamor de torcedores travestidos de cronistas, que chegam a usar expressões de baixo quilate para expressar o seu descontentamento. Não me parece prudente atacar nem dirigentes nem jogadores, muito menos técnicos. Parece-me muito mais proveitoso, sim, simplesmente dizer duas coisas que venho dizendo o tempo todo, desde que o Bahia entrou nesta desgastante crise técnico-financeira. Que o primeiro passo, diante de tanto descontentamento e de reiterados fracassos, é o dever moral de dirigentes atuais passarem o bastão para os tricolores que vislumbram a luz da reabilitação e do progresso; mas, também, é fundamental que todos esses clamores sejam alicerçados por um movimento unificado, de liderança forte e de credibilidade.
Até agora, Hage, tenho sido testemunha de movimentos de todos os tipos: de passeatas, de reclamações nas emissoras de rádio, de cartas, e-mails e outros recursos eletrônicos, sempre trazendo o mesmo drama de falta de títulos, de imprevidência dos dirigentes por não terem construído uma casa para o clube jogar, de não reformarem os Estatutos para dar amplitude eleitoral entre os torcedores consagrando-lhes a tão almejada vitória da eleição direta, pela falta de ídolos, pela carência de planejamento, pela necessidade de campanhas de Marketing que contemplem a grandeza do inquestionável mercado que o Bahia representa. Tudo isso e muito mais. Só que, não tenho conhecimento de uma liderança forte nem de um planejamento dos que postulam todas essas verdades, o que tem tornado essa revolução uma revolução sem idéias e sem representatividade, porque não tem líderes nem sequer um esboço dos verdadeiros ideais.
Olhe bem o que vou lhe dizer e não pense que não fiquei triste com isso: foi só o Bahia se ajustar um pouquinho no Estadual, chegando a ser considerado o grande favorito ao título, pela melhor campanha, pelos resultados mais convincentes e pela melhor postura de sua equipe, a maioria dos torcedores passou a olhar o destino do clube sob as velhas óticas do “nasceu para vencer” e “a camisa fala mais alto do que qualquer outro rival”, até dispensando um mínimo de esforço para se encontrar os métodos mais modernos e rentáveis da administração do futebol. Houve até um deles que pediu a minha cabeça em tudo que é empresa onde ainda pratico, aos 63 anos, algum trabalho remunerado, porque eu estava querendo manchar a gloriosa história de um bicampeão brasileiro!!!
Então, Hage, tudo que você diz é verdadeiro e sincero. Aliás, tenho me esforçado para mostrar essas fragilidades tricolores, de método de gestão e de pensamento global, há muitos anos. E você agora apenas realça todas essas velhas e quase crônicas questões. Conte comigo.
Do tricolor Ricardo Hage recebi, nesta terça-feira, uma comunicação eletrônica, naturalmente dentro de uma linguagem dos Internautas, que tive a ousadia de fazer algumas adaptações, motivo que me leva a pedir desculpas. Mas o que vale mesmo é o seu recado, muito bem feito, embasado em um grande senso crítico e uma postura muito respeitosa e democrática. Sua comunicação é a que se segue:
“Edson, seus comentários referentes ao E C Bahia, são muito lúcidos e equilibrados, mas nós torcedores não suportamos mais a estagnação. Temos que cobrar, temos que demonstrar nossa insatisfação. Edson, um profissional com o seu gabarito não pode ficar comentando jogos da segunda e terceira divisões para sempre. Temos que aproveitar sua capacidade para comentar finais de campeonatos importantes, de grandeza como a copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores. Como fazem os comentaristas gaúchos, mineiros, paranaenses e ate pernambucanos. Fazendo um comparativo médio em termos de potencial e rendas por estado. Por que não os baianos? Você sabe disso bem mais que eu. Vamos sair dessa, nos ajude, use sua forca com a crônica, crítica e opinião profissional para fazer nosso futebol voltar a brilhar. Forçando a mesmice sair do cenário esportivo baiano. Vamos buscar as eleições diretas para Bahia, Vitória, Fluminense e outros. Deixando de lado a política de heróis, amadores e representantes desmotivados ao novo. Ajude-nos, você tem poder e capacidade profissional além de uma sabedoria natural impressionante, para promover esta mudança. Saudações. Ricardo Hage”.
Meu caro Lage, e por acaso tenho eu batalhado por outra coisa? Talvez alguns tricolores não me entendam muito, porque não sou daqueles que fazem o clamor de torcedores travestidos de cronistas, que chegam a usar expressões de baixo quilate para expressar o seu descontentamento. Não me parece prudente atacar nem dirigentes nem jogadores, muito menos técnicos. Parece-me muito mais proveitoso, sim, simplesmente dizer duas coisas que venho dizendo o tempo todo, desde que o Bahia entrou nesta desgastante crise técnico-financeira. Que o primeiro passo, diante de tanto descontentamento e de reiterados fracassos, é o dever moral de dirigentes atuais passarem o bastão para os tricolores que vislumbram a luz da reabilitação e do progresso; mas, também, é fundamental que todos esses clamores sejam alicerçados por um movimento unificado, de liderança forte e de credibilidade.
Até agora, Hage, tenho sido testemunha de movimentos de todos os tipos: de passeatas, de reclamações nas emissoras de rádio, de cartas, e-mails e outros recursos eletrônicos, sempre trazendo o mesmo drama de falta de títulos, de imprevidência dos dirigentes por não terem construído uma casa para o clube jogar, de não reformarem os Estatutos para dar amplitude eleitoral entre os torcedores consagrando-lhes a tão almejada vitória da eleição direta, pela falta de ídolos, pela carência de planejamento, pela necessidade de campanhas de Marketing que contemplem a grandeza do inquestionável mercado que o Bahia representa. Tudo isso e muito mais. Só que, não tenho conhecimento de uma liderança forte nem de um planejamento dos que postulam todas essas verdades, o que tem tornado essa revolução uma revolução sem idéias e sem representatividade, porque não tem líderes nem sequer um esboço dos verdadeiros ideais.
Olhe bem o que vou lhe dizer e não pense que não fiquei triste com isso: foi só o Bahia se ajustar um pouquinho no Estadual, chegando a ser considerado o grande favorito ao título, pela melhor campanha, pelos resultados mais convincentes e pela melhor postura de sua equipe, a maioria dos torcedores passou a olhar o destino do clube sob as velhas óticas do “nasceu para vencer” e “a camisa fala mais alto do que qualquer outro rival”, até dispensando um mínimo de esforço para se encontrar os métodos mais modernos e rentáveis da administração do futebol. Houve até um deles que pediu a minha cabeça em tudo que é empresa onde ainda pratico, aos 63 anos, algum trabalho remunerado, porque eu estava querendo manchar a gloriosa história de um bicampeão brasileiro!!!
Então, Hage, tudo que você diz é verdadeiro e sincero. Aliás, tenho me esforçado para mostrar essas fragilidades tricolores, de método de gestão e de pensamento global, há muitos anos. E você agora apenas realça todas essas velhas e quase crônicas questões. Conte comigo.
