Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

BRASIL BUROCRÁTICO

Tenho assistido a todos os jogos da Copa do Mundo. Uns com mais atenção e outros apenas com o canto do olho. A decepção tem sido grande com o nível das partidas, mas me vem à lembrança de outros Mundiais e a primeira rodada é sempre assim. A tensão supera qualquer coisa e poucas Seleções conseguem impressionar. É nisso que eu me apego após a atuação burocrática do Brasil contra a inexpressiva Coreia do Norte.


Queria evitar falar em ausências, mas não tem jeito. Os reservas do meio de campo convocados por Dunga não têm condições de quebrar o esquema. A prova cabal foram às entradas de Daniel Alves e Nilmar. O lateral direito sempre é o reserva que entra para mudar o setor. O tão questionado substituto de Kaká passou a ser Robinho. O orgulho do treinador da sua propalada coerência, não passa de teimosia. Novamente repito: Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso, Hernanes, Diego, Alex (ex-Palmeiras), Alex (ex-Inter) e Carlos Eduardo, qualquer um deles, seriam opções melhores que as atuais. Porém, o leite já está derramado e o resto é choro em vão. Não tem o que fazer quanto a isso.


Por isso, passou da hora de Ramires e Daniel serem titulares no meio de campo. A pegada será a mesma, mas a equipe ficará mais leve, rápida e técnica. O time de Dunga é lento e previsível na saída de bola e articulação das jogadas. E tem uma nota só. Dois volantes pregados, um meia que pouco se movimenta e parece estar em campo apenas para cobrar faltas e escanteios. Elano está para a Seleção, o que Abedi estava para o Bahia – guardadas as devidas proporções. Elano é bom jogador, mas só isso. Com Ramires no lugar de Felipe Melo, a ajuda a Michel Bastos seria significativa na frente e no ataque. O time não ficaria tão torto.


Preocupa ainda a má fase de Kaká. Contra a Coreia, ele não conseguiu articular bem uma única jogada, mesmo se mostrando bem fisicamente. Ainda acredito que ele poderá se recuperar nessa Copa. Os dois próximos jogos serão decisivos para isso. Acho que, mesmo sem jogar nada na estreia, o Brasil seguirá em frente. Ao seu lado, aposto na Costa do Marfim. Portugal foi uma caricatura de time. Tem um grande craque e alguns bons jogadores, mas as carências lusitanas são grandes. Os buracos que têm nas laterais e a postura ofensiva, serão um banquete para os brasileiros.

Compartilhar