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Coluna

SOLUÇÕES OU PROBLEMAS

Esta quarta rodada para os nossos times é uma espécie de prova dos noves foras. De um lado, Paulo Comelli altera o ataque e o meio-=campo, com as estréias de Galvão e Luciano Totó, não conta com Rogério e Rivaldo, expulsos em Santo André, mas espera, desta vez solucionar o problema de gols, porque os atacantes até agora escalados não têm dado a resposta esperada.
De outra parte, Wagner Mancini parece disposto a manter o meio-campo e ataque da goleada contra o Figueirense, com Ricardinho, Dinei e Muriqui, enquanto Ramon Menezes, Rodrigão e Marquinhos podem ficar no banco. Sua dúvida ainda era, após o treino da quinta-feira, entre o menino Marquinhos e o novato Muriqui que, dos que golearam o campeão de Santa Catarina, foi o que menos convenceu.
Essas decisões, como em tudo que se relaciona com escalações no futebol, são medidas de risco. É como diz aquele velho conceito de um grande filósofo: pode ser que sim, mas pode ser que não.
Não resta a menor dúvida que a situação mais delicada é a do treinador do Bahia. Não porque o seu time tenha deixado de acumular uma quantidade razoável de pontos nas três partidas até aqui realizadas pela Série B. Uma vitória, um empate, uma derrota. Só que a sua equipe não tem apresentado sequer um futebol promissor. Joga acanhada, sem a vibração que poderia se esperar. No último jogo então foi um desastre, perdendo de 2x0 para um time (o Santo André), que além de lanterna, estava em crise. E perdeu um primeiro tempo (1x0) com o adversário sem um jogador, o zagueiro Douglas, expulso desde os 14 minutos.
O Vitória tem o mesmo histórico do seu rival: um triunfo, um empate e uma derrota. Só que joga uma divisão mais qualificada e o seu time tem atuado com um melhor desempenho. Mostrou crescimento de jogo para jogo. Contra o Cruzeiro (0x2) teve um ótimo segundo tempo, diante do Sport (0x0), até que merecia ganhar e na última apresentação (4x0 Fogueirense), sobrou em campo.
Mas, agora, chega o momento de se tirar melhores conclusões. O rubro-negro vai a Minas enfrentar o Ipatinga, que não atravessa boa fase, o que significa que o Vitória tem que mostrar força e trazer de lá um bom resultado. Do contrário, vai ser uma decepção. E o Bahia, que joga em Feira contra o Grêmio Barueri, tem a obrigação de se reabilitar e mostrar que realmente está em condições de almejar uma vaga à primeira divisão.
O que mais me preocupa no Bahia é o fato de o time ainda não haver transitado, desde a primeira rodada, o G-4, que é o grupo dos quatro times classificáveis à elite em 2009. É bom ir acumulando logo os pontos necessários para ficar, pelo menos, beirando este pelotão. A história dessa competição mostra que todos os clubes que atingem este objetivo, desde as quatro primeiras rodadas, ficam disputando as seis primeiras posições. Se o Bahia ganhar bem do Barueri, com um pouco de sorte na combinação dos outros resultados, vai a sete pontos com duas vitórias e fica bem encaminhado. Empate ou derrota em Feira, nem pensar. 
Sobre o Vitória, o que se espera é que permaneça um time lutador, de garra, jogando com alegria, sem temer nenhum adversário – porque a sua primeira missão parece ficar entre os 10 primeiros, para não ter que ficar fazendo aquelas terríveis contas para não cair. E este jogo de Ipatinga é muito importante, porque um triunfo vai recuperar os três pontos perdidos para o Cruzeiro e, quem sabe, até colocar o rubro-negro no grupo dos times que lutam para participar da  Libertadores.
Acho, porém, que os dois treinadores ainda fazem experiências e somente depois dos jogos deste final de semana é que vamos concluir se eles encontraram soluções definitivas ou mais problemas para resolver nas próximas rodadas.
Um, Mancini, aposta em colocar excelentes jogadores no banco em função da goleada sobre o Figueirense, no Barradão; outro, Comelli, procura aperfeiçoar a equipe, por causa da má impressão deixada na derrota contra o Santo André, em SP.

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