TUDO É PASSAGEIRO
Por Edson Almeida
Como lhes assegurei, a partir de agora chegou o momento de corrigir os desníveis, de encontrar a melhor forma de se jogar no campeonato. E me parece que o Wagner Mancini está, ao contrário do Paulo Comelli, encontrando melhores problemas para solucionar. Enquanto ele vai ter que queimar as pestanas para saber quem é realmente o melhor, o seu colega do Fazendão está ardendo o juízo para encontrar quem realmente possa solucionar os diversos problemas tricolores.
É muito provável que a perda do campeonato, quando tudo lhe endereçava a taça de campeão, tenha influenciado muito na queda de produção do Bahia. E mais do que isso: o desmoronamento de um esquema tático.
Há mais preparação dos dirigentes e da torcida do Vitória, pelo fato de estar comandando a hegemonia regional há mais de 10 anos. Foi por isso, repito, que o time saiu de uma terceira opção da preferência popular para conquistar mais um Estadual. Lembrem-se comigo o maior de todos os trunfos rubro-negros: levou de 4x1 do maior rival, em sua própria casa, e não desesperou. Teve paciência, manteve a calma, perseverou e chegou à reabilitação.
O Bahia, na contramão das emoções, vive um momento de ilimitadas tensões. Se o time ganha um jogo, logo a fiel torcida grita que é o maior do mundo; qualquer deslize é como se tudo chegasse ao fim. Prova disso foi o empate contra o Fortaleza, em Feira, após o Elias haver perdido um pênalti. Não se falou em outra coisa. Mais um exemplo marcante: foi o time ganhar do América lá fora, por 1x0, sendo encurralado no segundo tempo e o que se ouviu é que bem que poderia ter sido de quatro ou cinco, porque os tricolores andaram perdendo muitos gols. Como se não valessem as chances do adversário.
Esse comportamento é muito próprio de uma torcida impaciente, tensa, sedenta de títulos. Mas o que não se pode admitir é que os dirigentes acompanhem o ritmo e comecem a contratar a torto e a direito. Tem que pesquisar, que trazer realmente os caras certos para as posições carentes.
Ditas essas coisas, o que vale mesmo é, depois do excelente triunfo do Vitória sobre o Figueirense (4-0), mesmo sem três dos seus melhores titulares (Ramon Menezes, Marquinhos e Rodrigão) e a decepcionante apresentação do Bahia lá em Santo André (0-2), que as atitudes de nossos treinadores, dirigentes e atletas continuem firmes. No Vitória que, mesmo sabendo que o time está numa crescente, é muito cedo para se apressar definições de que tudo esteja muito bem. Os reservas que entraram (Ricardinho, Dinei e Muriqui) cumpriram extraordinário papel e dois deles (Ricardinho e Dinei) parece que têm chances de chegar a titulares. Mas tem que ser com critério, com justiça, com exaustiva observação, para não se cometer desvarios e erros de precisão.
No Bahia, que voltou a tentar uma nova dupla de ataque (com os Brunos Cazarine e Meneghel), não deve habitar o sentimento de que a emenda foi pior do que o soneto, que tudo esteja liquidado e que não tem mesmo jeito para o time acertar. Eu particularmente creio muito na capacidade de Paulo Comelli e no valor da espinha dorsal tricolor.
A terceira rodada das duas divisões deixou uma agradável impressão do Vitória, que jogou uma de suas melhores partidas na temporada. Rápido, criativo, realizador, fez quatro e poderia ter chegado aos 10, contra um adversário que não é bobo. E o Bahia causou a sensação de um time confuso, apático, perdido em todas as suas linhas diante de uma equipe que era uma das piores de sua série. Mas os campeonatos só estão começando, estamos às vésperas de uma quarta das 38 rodadas e ainda há tempo suficiente para ajustes e correções. Porque qualquer conclusão ainda me parece muito prematura.
Tanto para a empolgação quanto para o desespero. Afinal, no futebol como na vida, tudo é passageiro. Mas é fundamental não pensar que tudo está ótimo nem perder a batalha por omissão.
Como lhes assegurei, a partir de agora chegou o momento de corrigir os desníveis, de encontrar a melhor forma de se jogar no campeonato. E me parece que o Wagner Mancini está, ao contrário do Paulo Comelli, encontrando melhores problemas para solucionar. Enquanto ele vai ter que queimar as pestanas para saber quem é realmente o melhor, o seu colega do Fazendão está ardendo o juízo para encontrar quem realmente possa solucionar os diversos problemas tricolores.
É muito provável que a perda do campeonato, quando tudo lhe endereçava a taça de campeão, tenha influenciado muito na queda de produção do Bahia. E mais do que isso: o desmoronamento de um esquema tático.
Há mais preparação dos dirigentes e da torcida do Vitória, pelo fato de estar comandando a hegemonia regional há mais de 10 anos. Foi por isso, repito, que o time saiu de uma terceira opção da preferência popular para conquistar mais um Estadual. Lembrem-se comigo o maior de todos os trunfos rubro-negros: levou de 4x1 do maior rival, em sua própria casa, e não desesperou. Teve paciência, manteve a calma, perseverou e chegou à reabilitação.
O Bahia, na contramão das emoções, vive um momento de ilimitadas tensões. Se o time ganha um jogo, logo a fiel torcida grita que é o maior do mundo; qualquer deslize é como se tudo chegasse ao fim. Prova disso foi o empate contra o Fortaleza, em Feira, após o Elias haver perdido um pênalti. Não se falou em outra coisa. Mais um exemplo marcante: foi o time ganhar do América lá fora, por 1x0, sendo encurralado no segundo tempo e o que se ouviu é que bem que poderia ter sido de quatro ou cinco, porque os tricolores andaram perdendo muitos gols. Como se não valessem as chances do adversário.
Esse comportamento é muito próprio de uma torcida impaciente, tensa, sedenta de títulos. Mas o que não se pode admitir é que os dirigentes acompanhem o ritmo e comecem a contratar a torto e a direito. Tem que pesquisar, que trazer realmente os caras certos para as posições carentes.
Ditas essas coisas, o que vale mesmo é, depois do excelente triunfo do Vitória sobre o Figueirense (4-0), mesmo sem três dos seus melhores titulares (Ramon Menezes, Marquinhos e Rodrigão) e a decepcionante apresentação do Bahia lá em Santo André (0-2), que as atitudes de nossos treinadores, dirigentes e atletas continuem firmes. No Vitória que, mesmo sabendo que o time está numa crescente, é muito cedo para se apressar definições de que tudo esteja muito bem. Os reservas que entraram (Ricardinho, Dinei e Muriqui) cumpriram extraordinário papel e dois deles (Ricardinho e Dinei) parece que têm chances de chegar a titulares. Mas tem que ser com critério, com justiça, com exaustiva observação, para não se cometer desvarios e erros de precisão.
No Bahia, que voltou a tentar uma nova dupla de ataque (com os Brunos Cazarine e Meneghel), não deve habitar o sentimento de que a emenda foi pior do que o soneto, que tudo esteja liquidado e que não tem mesmo jeito para o time acertar. Eu particularmente creio muito na capacidade de Paulo Comelli e no valor da espinha dorsal tricolor.
A terceira rodada das duas divisões deixou uma agradável impressão do Vitória, que jogou uma de suas melhores partidas na temporada. Rápido, criativo, realizador, fez quatro e poderia ter chegado aos 10, contra um adversário que não é bobo. E o Bahia causou a sensação de um time confuso, apático, perdido em todas as suas linhas diante de uma equipe que era uma das piores de sua série. Mas os campeonatos só estão começando, estamos às vésperas de uma quarta das 38 rodadas e ainda há tempo suficiente para ajustes e correções. Porque qualquer conclusão ainda me parece muito prematura.
Tanto para a empolgação quanto para o desespero. Afinal, no futebol como na vida, tudo é passageiro. Mas é fundamental não pensar que tudo está ótimo nem perder a batalha por omissão.
