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Coluna

Realidade

Por Éder Ferrari

O Bahia perdeu para o Corinthians e não há nenhuma surpresa nisso. A diferença de qualidade entre os dois times é abissal, mas se trata de futebol e não de basquete. O tricolor poderia ter vencido e, pelo menos na primeira metade da etapa inicial, fez por onde. Talvez por já estar sentindo a lesão no tornozelo, Fernandão não conseguiu finalizar nas duas oportunidades que teve. São coisas do futebol, entretanto uma equipe sem recurso técnico não pode se dar ao luxo de perder chances contra um adversário muito superior.
 
Também não pode cometer falhas tão bobas. Madson, que havia começado muito bem o jogo, falhou de maneira infantil em dois lances que decidiram a partida. No primeiro faltou malandragem e experiência. Ele também não deveria estar sozinho com Alexandre Pato, sem sobra e cobertura. No segundo mais uma vez a inexperiência pesou. E, com afobação, reabilitou Pato para o futebol. Falhou e ponto, mas não pode ser perseguido. É preciso passar confiança e não deixar o rapaz entrar numa redoma de timidez, como já ocorreu no passado. Treinar tempo de bola na jogada aérea é um urgência. Vacila demais nisso. 
 
E a torcida vaiou pesado Anderson Talisca no segundo tempo. De fato, o garoto tem jogado como se estivesse em uma passarela. Precisa de uma surra de "gato morto" para voltar para realidade e render o que pode. Talvez os apupos o façam cair na realidade, contudo a derrota e o mau futebol contra o Corinthians não passaram por ele. Jogou isolado e com obrigação de resolver. O conjunto ao redor precisa funcionar. O time não ajudou e a mascara fez o garoto ser responsabilizado. Cristóvão Borges, mesmo com boa visão do que o time paulista poderia oferecer, errou feio na escolha dos jogadores para fazer as funções no meio de campo. E isso foi fundamental no jogo. A intenção era congestionar o meio e até deu certo, todavia também é preciso jogar.
 
Difícil culpar o treinador com as opções disponíveis, mas estava na cara que juntar Fahel (até quando?), Rafael Miranda e Fabrício Lusa seria no máximo um paliativo momentâneo durante o jogo. Os três jogam como primeiro volante e têm dificuldades no passe. Não têm característica de chegada ao ataque e organização de jogo. Sem falar na falta de entrosamento. O time ficou completamente vulnerável ofensivamente e dependente dos laterais. Ligado, Tite escalou Romarinho e Alexandre Pato para jogar em cima de Raul e Madson. Acabou aí qualquer possibilidade criativa tricolor. E Cristóvão foi até o final com a trinca café com leite. As alternativas no banco eram Freddy Adu e Ítalo Melo. Pelo menos um deles deveria ter entrado, já que houveram duas substituições por lesão. O time morreu no segundo tempo. Deu sono. Infelizmente, essa é a realidade tricolor.
 
A diretoria teve em mãos dois períodos longos sem jogos para qualificar a equipe. Não aproveitaram nenhum dos dois. Foram anunciadas quatro contratações nessa parada para a Copa das Confederações. O único que chega com cara de titular é Wallyson. Porém, mais pela carência do elenco do que pelo passado recente do atacante. Sem falar que chega para suprir a saída de Ryder. Ou seja, o grupo segue necessitando de reposição ofensiva. O Bahia não tem meias no elenco. Quem joga por ali é mais no improviso do que por característica. Talisca é um terceiro volante. Marquinhos e Freddy Adu meias atacantes. Não dá para achar que esse time vai conseguir atuar acima do limite técnico em todos os jogos. Sobram duas opções: contratar com urgência e torcer, como em 2011 e 2012, para que quatro times consigam ser ainda piores... 

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