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Coluna

Tudo no mesmo

Por Edson Almeida

Nada mudou. Nossos dois maiores clubes, que terão a responsabilidade de nos representar no Brasileiro da Série A, mostram que continuam frágeis, inconsequentes, sem grandes perspectivas de melhorar.

Bastaram algumas alterações, umas por ordem técnica, outras por lesões e suspensões, para o Vitória perder em casa para o Juazeiro e o Bahia só empatar com o Juazeirense, fora de seus domínios, mas em jogo que foi amplamente dominado, principalmente no segundo tempo, quando teve muita sorte para não levar gols.

O problema a ser analisado não reside apenas em se saber se, a esta altura, já segundos colocados em seus grupos, tricolores e rubro-negros terão ou não confirmadas as suas classificações para a semifinal do Estadual, o maior drama está em se prever fracasso nas próximas fases da Copa do Brasil e no Brasileiro. Porque os dois times não evoluem, apresentando um futebol muito pálido para a responsabilidade que terão pela frente.

Joel Santana procura se safar com frases de efeito, que já não convencem sequer aos mais fanáticos tricolores e Caio Júnior tenta mostrar calma, mas sua permanência no Vitória parece ser uma questão de algumas rodadas, porque o seu time já abusou de tanta irregularidade. 
O problema está resumido assim: nenhum dos dois tem mais condições de fraquejar na próxima rodada -, o Vitória contra o Feirense e o

Bahia diante do Bahia de Feira -, e o Ba-Vi do dia 28 será também decisivo, com o perdedor correndo o risco de ser eliminado do campeonato.

Por conta e risco de um futebol inseguro, sem tática e de pouca técnica que os dois times estão apresentando num campeonato onde entraram como ricos e inquestionáveis pretendentes. 

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