Cambaleantes
O nocaute que Bahia e Vitória levaram na Copa do Nordeste, sendo eliminados prematuramente, ainda surtiu efeito na volta dos dois ao Campeonato Estadual, pois ambos apresentaram inúmeras falhas.
O Vitória até que teve um primeiro tempo relativamente bom, contra o Botafogo, chegando com facilidade a 3x1, mas no segundo tempo encontrou sérias dificuldades e voltou aos velhos lapsos coletivos que tanto têm decepcionado a sua torcida. Mal posicionado na defesa, inconsequente nas laterais, inconstante no jogo.
O Bahia foi amplamente dominado em Vitória da Conquista, só cresceu no finalzinho, quando o adversário se acomodou em campo, pensando que o triunfo já estava garantido. Não se pode negar também que o empate em 1x1 foi fruto da má arbitragem, tanto de Arílson Anunciação quanto dos seus auxiliares.
Pode até não ser campeão, por lhe faltarem os mesmos recursos da dupla Ba-Vi e pela indisponibilidade de um elenco mais vasto, mas o Conquista mostrou ser o time mais arrumado do campo, com tática bem definida e uma meia dúzia de jogadores de bom nível. Foi realmente a melhor equipe de toda a primeira fase classificatória.
Obina fez até uma boa jogada em sua estreia no Bahia, mas ainda está gordo; Michael Jackson confuso e Rosales sem muita vibração. Bons mesmo no Bahia continuaram sendo o goleiro Lomba, que evitou a derrota e Fahel, que mesmo de forma irregular, cometendo falta sobre o zagueiro, lutou pelo gol de empate.
No Vitória ficou apenas a imagem que, com um meio campo formado por Caceres, Luiz Alberto, Escudero e Cajá, além de Biancucchi no ataque começa a forma um bom time, mas, na verdade, seu maior destaque mesmo foi o “condenado” Marcelo Nicácio, que mesmo fazendo três gols, não agrada à torcida.
Previsível a conquista do Nordestão pelo Campinense. Foi a melhor e mais equilibrada equipe, não perdendo um só jogo dentro de seus domínios, Campina Grande.
