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Coluna

Mudança de hábitos

Por Edson Almeida

Uma arena multiuso, como vai ser a nossa tradicional Fonte Nova, é composta de cadeiras confortáveis, semelhantes aos cinemas e casa de grandes espetáculos internacionais. É por isso que é chamada de multiuso, pois, depois de uma árdua partida de futebol, poderá ser palco para espetáculos musicais de todo estilo, desde o pop ao erudito. Sem precisar de reparos ou reconstrução...Cada torcedor terá o seu lugar devidamente numerado, sobrando-se-lhe o aplauso como ingrediente marcante para incentivar seus times. Claro que não faltará criatividade para que cada torcida encontre uma forma apropriada e vibrante para se manifestar a cada gol ou cada jogada de seus ídolos. Mas de maneira civilizada, sem qualquer sintoma de selvageria.

Assim, a nova Arena pode ser comprada a uma nova casa de equipamentos luxuosos, não permitindo mais o  comportamento ruidoso, muitas vezes sem a intenção, mas que acaba danificando cadeiras, como já aconteceu v[árias vezes com as torcidas organizadas da velha Fonte Nova e de outros estádios.

O progresso é isso mesmo: requer mudança de hábitos.Qualquer tipo de progresso exige mudança de comportamento. Se uma família mora numa casa feita a pau e pique e, de repente, adquire um imóvel melhor, vai ter que procurar se adaptar ao novo estilo. O zelo tem que ser maior, a responsabilidade diária de limpeza, manutenção e segurança, são novos horizontes que se abrem em todo tipo de ação para preservar a nova propriedade.

Comparando-se a equipamentos esportivos, o frequentador de estádios convencionais, mesmo que confortáveis, como é a maioria das praças esportivas brasileiras, a exemplo de Pituaçu, Barradão e Joia da Princesa, na Arena, os torcedores terão que mudar seus hábitos, por força da nova sistemática criada. Não se trata de desmerecer nossos atuais estádios, que continuarão sendo úteis, de grande validade para o futebol e para as plateias, mas é fundamental esse tipo de conscientização.

Já na sua abertura, agora programada para o dia 7 de abril, com o maior clássico baiano, o Ba-Vi,  a Arena Fonte Nova, vai impor esses novos hábitos. Não haverá mais espaço para “pula-pula” em massa, alambrados para se segurar, ambulantes vendendo garrafinhas de água mineral, cervejas ou refrigerantes, andando de um lado para outro, não haverá cimento livre para ruidosas manifestações de danças e outras “coreografias”.

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