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Coluna

Sustentabilidade

Por Edson Almeida

No futebol, como em tudo na vida, o importante é a tal da sustentabilidade. Sem isso, as oscilações podem até  comprometer metas e objetivos, estragando programas inteiros e até de boa qualidade.
 
O Vitória está formando um bom grupo, sim, mas neste domingo mostrou que ainda não tem sustentação, equilíbrio, prumo bem definido – e perdeu de forma até absurda para o Ceará por 4x1, quando, após a boa vitória em Fortaleza, na quinta-feira (2x0), poderia perder de um gol em sua casa, o Manoel Barradas.
 
Foram vários fatores que determinaram a vergonhosa desclassificação: os gols perdidos, as falhas da zaga, os seguidos e inúmeros erros de uma arbitragem tendenciosa, a imprevisão do técnico, que preferiu alterar o time vencedor da quinta e ainda escalar um zagueiro na lateral-esquerda, enfim, uma série de percalços que culminaram com um triste desfecho.
 
Acho, ainda, que nem tudo está perdido, pois o momento é de reflexões coerentes, aparando-se arestas, sem achar que nada presta e nada vale, consertando-se as deficiências, na busca de uma formação ideal e que não seja alimentada pela arrogância de que tudo estará resolvido, porque o futebol é o esporte mais dinâmico que existe, qualquer deslize é sempre muito fatal..
 
Ficaram como os quatro melhores da competição, os dois cearenses (Fortaleza e Ceará) e as duas maiores zebras, o ASA/AL e o Campinense/PB, servindo de lição para clubes poderosos como Bahia, Vitória e Sport, de folhas muito altas, mas que calçaram sapatos altos e não souberam se equilibrar na dura estrada da competição.
 
Agora, é buscar soluções nos estaduais, procurar errar menos e formar times competitivos para os rigores do Brasileirão.

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