Torcidas organizadas, terão que se organi
As torcidas organizadas de Salvador e do interior do Estado têm até o próximo dia 30 de junho para apresentar ao Ministério Público baiano o estatuto da associação e o registro de todos os seus integrantes. O prazo foi definido em uma reunião realizada na tarde de ontem, dia 31 de março, na sede do MP, entre os promotores de Justiça Nivaldo Aquino, José Renato Oliva e Luis Eugênio Miranda e os representantes da Federação Bahiana de Futebol (FBF), das polícias Civil e Militar, dirigentes de clubes e líderes de torcidas organizadas, dentre elas do Bahia, Vitória, Atlético de Alagoinhas e Vitória da Conquista. De acordo com o promotor Nivaldo Aquino, além de fiscalizar a legalidade das torcidas organizadas, é preciso monitorá-las, até mesmo para livrá-las do estigma de que são violentas. “A torcida organizada, muitas vezes, é vista somente sob o ângulo da violência. E nós não queremos isso”, explicou o representante do MP, sinalizando que “se não conseguimos acabar com a violência, tentaremos responsabilizar criminalmente os seus autores”. “Não se pode privar do povo a constituição de uma torcida organizada, pois o artigo 5º, inciso 17, da Constituição Federal prevê este direito. Mas é preciso fiscalizar se ela está de acordo com a legislação”, acrescentou o promotor de Justiça da área Cível, Luís Eugênio Miranda. O ponto mais polêmico tratado na reunião, no entanto, foi apresentado pelo promotor José Renato Oliva, que sugeriu a criação de camisas padronizadas contendo o número de cadastramento do torcedor para facilitar a sua identificação. A medida foi considerada inviável pela maioria dos presidentes das torcidas organizadas, principalmente devido ao número de componentes, mas não foi descartada pelo MP. Informações passadas pelo mp.ba.gov.br
