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Notícia

Felipe Freitas celebra feito histórico do Bahia e revela mais de 2,6 mil pênaltis treinados na temporada

Por Bia Jesus

Foto: Catarina Brandão / EC Bahia

A noite histórica das Mulheres de Aço também foi marcada por emoção no discurso de Felipe Freitas. Após o Bahia eliminar o Palmeiras nos pênaltis, nesta sexta-feira (4), na Arena Barueri, e garantir pela primeira vez uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino, o técnico tricolor destacou a entrega do elenco e o peso do feito para o clube.

 

O Esquadrão avançou depois de dois empates por 1 a 1 diante do Palmeiras, primeiro na Arena Fonte Nova e depois fora de casa. Na disputa por pênaltis, o Bahia levou a melhor e confirmou a classificação inédita.

 

“É um misto de êxtase, alegria e realização. Infelizmente, eu não consigo descrever. O jogo ocorreu como é ser Bahia. O Bahia acaba sendo sofrido algumas vezes”, afirmou.

 

Felipe também revelou que a disputa de penalidades vinha sendo tratada como parte importante da preparação da equipe ao longo da temporada. Segundo o treinador, as atletas realizaram mais de 2,6 mil cobranças em treinos.

 

“Quando fomos para o vestiário, a conversa com elas foi sobre isso: ganhar ou perder faz parte do futebol e de qualquer competição, mas perder tem que ser com muita entrega, raça e vontade. Se a gente fosse para os pênaltis, eu tinha certeza de que éramos a equipe que mais treinou pênaltis neste ano. Se não estiver falando errado, foram 2.632 pênaltis treinados, uma média de 15,2 por sessão de treino. Tudo computado e qualificado. Nós estudamos muito as cobradoras, e o André faz um trabalho excepcional com a Yanne”, explicou.

 

O treinador ainda ressaltou a confiança construída desde a chegada ao clube. Para Felipe Freitas, o Bahia se preparou para enfrentar o cenário de pressão e caos comum aos jogos decisivos.

 

“A gente sempre falou sobre acreditar. Quando cheguei ao Bahia, dizia para as pessoas: nós precisamos começar acreditando, vamos chegar longe, seremos finalistas e temos que jogar como campeões. Isso é difícil, mas, se formos merecedores, conseguiremos ser finalistas. Quando você fala que é roteirizado, é engraçado, porque o futebol é completamente caótico. Você não consegue controlar esse caos, mas precisa estar preparado para identificar e resolver o caos”, disse.

 

A vaga na semifinal também consolida um passo importante no projeto do Bahia no futebol feminino. O clube, que vinha alternando acessos e quedas no cenário nacional nos últimos anos, agora alcança uma marca inédita e se coloca entre as quatro melhores equipes do país.

 

Felipe Freitas atribuiu o avanço à estruturação do departamento, ao investimento feito pela SAF e ao trabalho de profissionais e atletas na construção da campanha.

 

“A sensação é muito boa, porque fazer história é algo que a gente, como você citou, ainda não consegue dimensionar. Mas tenho certeza de que, daqui a 5, 10, 15 ou 20 anos, vocês vão falar de um clube que, há dois anos, no cenário nacional, tinha acesso, descenso, acesso, descenso, sucessivamente. Então, ele se estrutura, tem investimento, traz uma SAF que olha com seriedade para o futebol feminino, conta com gestores e diretores completamente competentes e busca profissionais e atletas para colocar no cenário nacional o primeiro time nordestino”, concluiu.

 

Com a classificação, o Bahia segue vivo na busca por uma vaga inédita na final do Campeonato Brasileiro Feminino.

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