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Notícia

Bahia sofreu 97 gols em 56 jogos como visitante no Brasileirão desde a chegada de Rogério Ceni; confira

Por Bia Jesus

Fotos: Catarina Brandão / EC Bahia

Três vezes à frente do placar e três vezes alcançado pelo lanterna do Campeonato Brasileiro. O empate por 3 a 3 com a Chapecoense, no último domingo (16), voltou a colocar o desempenho defensivo do Bahia como visitante no centro das atenções. Rogério Ceni iniciou a partida com a linha defensiva que vinha sendo utilizada pelo Tricolor: Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba.

 

No segundo tempo, depois de o Bahia marcar o terceiro gol e assumir a vantagem pela terceira vez, o treinador realizou mudanças na equipe. Luciano Juba deixou o campo para a entrada de Zé Guilherme, enquanto Román Gómez saiu para Caio Alexandre. Com as alterações, Nicolás Acevedo também foi deslocado na estrutura defensiva, passando a atuar como lateral-direito.

 

Seis minutos depois do terceiro gol tricolor, a Chapecoense voltou a empatar. Após a partida, Ceni classificou como "inaceitável" a facilidade encontrada pelo adversário para chegar aos gols.

 

"Hoje cede o gol e perde a confiança. Aí vai lá, faz o gol e parece que não vai acontecer mais nada. Faltou senso de urgência. Sofremos na parte defensiva. Não pode tomar três gols de um time que está numa fase tão difícil. Essa é a parte inaceitável", afirmou.

 


Foto: Catarina Brandão / EC Bahia.

 

97 GOLS SOFRIDOS FORA DE CASA
Apesar da evolução do Bahia como visitante em 2026, os números acumulados desde a chegada de Rogério Ceni mostram uma dificuldade recorrente para a equipe longe de Salvador. Sob o comando do treinador, o Tricolor disputou 56 partidas como visitante, com 14 triunfos, 15 empates e 27 derrotas.

 

Nesse período, o Bahia sofreu 97 gols, média de aproximadamente 1,7 por partida longe de casa. Na atual edição do Campeonato Brasileiro, o cenário em relação aos resultados melhorou. O Esquadrão aparece entre os quatro melhores visitantes da competição, desempenho superior ao apresentado nas duas temporadas anteriores com Ceni.

 

A quantidade de gols sofridos em algumas partidas, entretanto, permanece como ponto de atenção. Entre os resultados de maior impacto estão a derrota por 5 a 1 para o Mirassol, o revés por 4 a 1 diante do Remo, o 3 a 1 sofrido contra o América-MG e, agora, o empate por 3 a 3 com a Chapecoense.

 


Foto: Catarina Brandão / EC Bahia.

 

“FALTA MALANDRAGEM”
Na entrevista coletiva após a partida na Arena Condá, Ceni voltou a cobrar o sistema defensivo. Para o treinador, além da falta de concentração, o Bahia precisa apresentar maior "malandragem" para administrar momentos em que está à frente do placar.

 

"Não podemos ter desatenções como foi hoje. Sair na frente três vezes. Com todo respeito pelo que tenho à Chapecoense, que tem chance de terminar na zona de rebaixamento. Falta malandragem, concentração. Não pode ceder tantas oportunidades a um adversário que parece ter caminho definido", afirmou.

 

O técnico também destacou que o problema aconteceu mesmo em um período no qual o Bahia teve mais tempo disponível para treinamentos.

 

"Falta de foco, temos treinado até mais. Menos tempo de folga, descanso, mais tempo de treinamento. Ficou muito fácil fazer um gol na gente, cedemos com muita facilidade. Não podíamos tomar os gols que tomamos. Adversário chegou com facilidade. Atípico, não fazíamos três gols, mas não tínhamos problemas defensivos assim. Perdemos a concentração", completou.

 

Eliminado da Libertadores e da Copa do Brasil, o Bahia terá somente o Campeonato Brasileiro pela frente até o fim da temporada. Dos compromissos restantes, oito serão longe de Salvador. O Tricolor ainda visitará Vitória, Red Bull Bragantino, Athletico-PR, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Grêmio e Botafogo.

 

A sequência colocará novamente à prova justamente um dos aspectos cobrados por Ceni após o empate em Chapecó: transformar a evolução nos resultados como visitante em maior segurança defensiva.

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