Bahia rebate Fonte Nova, cita "impactos visíveis" e revela alerta sobre gramado antes de jogo contra o Vasco
O Bahia divulgou, nesta terça-feira (11), uma nota oficial em resposta ao posicionamento da Arena Fonte Nova sobre as condições do gramado do estádio. No comunicado, o Tricolor afirmou que acompanha a gestão do campo, mas ressaltou que essa participação não significa concordância ou satisfação com o estado apresentado pelo piso.
A manifestação do Bahia ocorre após a administração da Fonte Nova explicar que a manutenção do gramado é acompanhada por um comitê formado por representantes da Arena, da Greenleaf, empresa responsável pelos cuidados do campo, da consultora especializada Maristela Kuhn e do próprio Esquadrão.
Segundo a Arena, as decisões sobre condições do gramado, cronograma de manutenção e intervenções necessárias são discutidas conjuntamente. O Bahia, entretanto, fez questão de diferenciar sua participação no acompanhamento técnico da responsabilidade pela conservação do campo.
"O Bahia acompanha a gestão do gramado e recebe regularmente diagnósticos e relatórios técnicos, o que não significa que esteja de acordo ou satisfeito com as condições do campo. Pelo contrário, o Clube vem relatando problemas e cobrando melhorias de forma recorrente", afirmou.
O clube também revelou que fez um alerta antes do empate por 0 a 0 diante do Vasco, no último domingo (9), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. De acordo com o Bahia, havia preocupação específica com uma região que havia passado recentemente por substituição do gramado.
"Antes da partida contra o Vasco, inclusive, o Bahia alertou expressamente sobre a quantidade excessiva de areia no lado do campo em que o gramado havia sido substituído recentemente", informou.
A versão apresentada pelo clube contrapõe um dos pontos divulgados pela Arena. Em sua nota, a Greenleaf informou que o campo havia sido preparado no próprio domingo, com a grama cortada à altura de 22 milímetros, e que o processo foi acompanhado pelas partes envolvidas.
Segundo a empresa, "não foram identificados problemas que pudessem comprometer a performance dos atletas".
Outro ponto levantado pelo Tricolor foi a realização de eventos não esportivos no estádio. O Bahia afirmou que já manifesta há algum tempo preocupação com a quantidade de shows promovidos na Fonte Nova, principalmente aqueles que exigem a cobertura do campo.
"Os impactos são visíveis, com marcas, buracos e áreas afetadas após determinados eventos, prejudicando a qualidade e a recuperação do campo", declarou o clube.
A Arena, por sua vez, explicou que o gramado enfrenta um período de maior sombreamento, sobretudo na região norte do estádio. Conforme a consultora Maristela Kuhn, a situação exige uso intenso de iluminação artificial.
No início de julho, a área considerada mais danificada passou por um replantio com rolos de grama nas faixas norte. Posteriormente, medições realizadas apontaram, segundo a Arena, níveis satisfatórios de performance em quase toda a extensão do campo.
A administração da Fonte Nova informou ainda que vem utilizando 100% da capacidade disponível de iluminação artificial, além de programas intensivos de adubação e controle fitossanitário, replantio de sementes de inverno e operações de descompactação depois dos eventos realizados no estádio.
Apesar das medidas, o Bahia afirmou que considera o gramado abaixo do padrão desejável para suas partidas.
"Na avaliação do Bahia, o gramado não tem apresentado condições ideais para a prática do futebol em alto nível, percepção já manifestada publicamente também por outros clubes", pontuou.
Por fim, o Tricolor reforçou que continuará acompanhando o processo, mas rejeitou qualquer interpretação de que seja responsável pela manutenção.
"O Esporte Clube Bahia SAF reforça que acompanha e colabora, mas não é responsável pela manutenção do gramado e seguirá cobrando as melhorias necessárias."
