Bahia procurou Isaquias Queiroz, mas projeto esbarrou em custos, estrutura e falta de apoiadores; entenda
Sem clube desde a rescisão contratual com o Flamengo, em janeiro de 2026, o canoísta baiano Isaquias Queiroz foi procurado pela associação do Bahia para integrar o projeto de expansão das modalidades esportivas olímpicas e não olímpicas do Tricolor.
Segundo apuração do Bahia Notícias, o clube presidido por Emerson Ferretti entrou em contato com o atleta em duas oportunidades. As conversas tiveram como objetivo entender quais condições seriam necessárias para a construção de um projeto capaz de contar com o dono de cinco medalhas olímpicas.
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Isaquias no PanAmericano de Santiago. | Foto: COB - Alterada por meio da Inteligência Artificial.
O Bahia Associação tem como uma de suas metas ser representado por ao menos um atleta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Durante os contatos, o clube recebeu informações sobre a estrutura esportiva, financeira e técnica necessária para que Isaquias passasse a defender o Esquadrão.
Atualmente, o canoísta mora e treina em Lagoa Santa, em Minas Gerais, base da Seleção Brasileira de canoagem velocidade desde 2014.
O planejamento técnico do atleta é conduzido por Lauro de Souza Júnior, conhecido como Pinda, sucessor do espanhol Jesús Morlán. O treinador comandou Isaquias na conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e permaneceu à frente da equipe brasileira nas competições internacionais de 2026.

Foto: Reprodução / COB
BAHIA BUSCOU PARCEIROS PARA VIABILIZAR PROJETO
Ainda segundo apurou o Bahia Notícias, o Tricolor procurou o Governo do Estado da Bahia na tentativa de desenvolver uma estrutura que possibilitasse o retorno de Isaquias ao estado. O clube também buscou possíveis patrocinadores para dividir os custos da iniciativa. Já que, para um clube que ainda está construindo sua história em outros esportes, a associação carece de recursos para bancar os custos de Isaquias por si só.
As tratativas, porém, não avançaram. Até o momento, o Bahia não conseguiu reunir os recursos e a estrutura necessários para atender às demandas de um atleta do nível de Isaquias Queiroz.
Internamente, a Associação também avaliou que apenas pagar o salário do canoísta, enquanto ele continuasse morando e treinando em Minas Gerais, não permitiria o aproveitamento completo do investimento esportivo e institucional.
Por esse motivo, o clube tentou vincular a contratação à criação de uma estrutura de treinamento na Bahia. Sem o apoio financeiro e logístico necessário, o projeto foi interrompido.

Foto: Divulgação / COB.
SEM CLUBE, ISAQUIAS SOFRE LIMITAÇÕES NO CALENDÁRIO NACIONAL
Desde que deixou o Flamengo, Isaquias segue treinando com a Seleção Brasileira, mas começou a enfrentar consequências nas competições nacionais.
Na Copa Brasil, o atleta participou como convidado. Por não estar registrado por uma entidade filiada à Confederação Brasileira de Canoagem, não teve direito a medalhas nem somou pontos para o ranking nacional.
Para disputar oficialmente as competições domésticas e pontuar no ranking, Isaquias precisa estar vinculado a um clube ou associação filiada.
O canoísta é o maior medalhista olímpico da história da canoagem brasileira. Ao todo, conquistou cinco medalhas: um ouro, três pratas e um bronze.
