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“Oferecemos o que nenhum outro clube pode”: Cadu Santoro revela trunfo do Bahia para atrair joias da base

Por Bia Jesus

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O Bahia tem se consolidado como um dos principais destinos para jovens talentos do futebol brasileiro que buscam concluir ou acelerar a formação nas categorias de base. Casos como o do atacante Kauê Furquim, com projeção de rápida chegada ao elenco profissional, exemplificam esse movimento. No entanto, segundo a diretoria tricolor, o poder de atração do clube vai além da estrutura local.

 

Em entrevista à ESPN, no último sábado (24), o diretor de futebol Cadu Santoro explicou que o principal diferencial competitivo do Esquadrão na disputa por promessas está na estrutura multiclubes do Grupo City.

 

Segundo o dirigente, o argumento decisivo nas conversas com atletas, familiares e empresários é a possibilidade de um plano de carreira global, algo que nenhum outro clube brasileiro consegue oferecer atualmente.

 

“A gente sempre tem um tema quando vai conversar com um menino da base, com a família, com o empresário: a gente pode oferecer o que nenhum outro clube pode oferecer, que é o seguinte – a gente tem 14 clubes para os quais esse jogador pode ir”.

 

Vale lembrar que o Tricolor faz parte do Grupo City ao lado de mais 12 times pelo mundo: Manchester City, Girona, Lommel SK, Troyes, Palermo, New York City, Montevideo City Torque, Bolívar, Melbourne City FC, Yokohama Marinos e Shenzhen Peng City.

 

Santoro detalhou que o desenvolvimento do atleta é pensado inicialmente para atender às necessidades do Bahia, mas com múltiplos caminhos possíveis na rede internacional, conforme o nível técnico apresentado ao longo do processo.

 

“(…) A gente está desenvolvendo ele com o objetivo principal do Bahia, mas, se ele não atingir o nível para o top 5, top 6 da Série A, ele vai ter nível, de repente, para outra liga. Quando você oferece isso, faz a diferença no poder de convencimento”.

 

Questionado sobre a proteção do patrimônio esportivo diante do crescente assédio do mercado internacional, o diretor afirmou que a estratégia passa por uma avaliação precisa do potencial de cada atleta e por uma gestão contratual rigorosa.

 

O objetivo, segundo ele, é identificar quais jogadores possuem perfil para alcançar o topo da pirâmide do grupo — representado pelo Manchester City — e, paralelamente, estruturar rotas alternativas para outros perfis.

 

“Naturalmente, dentro de um processo, você identifica os atletas que têm maior potencial para jogar no Bahia, que podem se potencializar para um dia bater um nível de Manchester City. Tem outros atletas que, de repente, não vão atingir um nível de Série A, mas que você vai ter que desenvolver emprestando para um clube de Série B, para outro país, para uma Bélgica, para um Portugal. Você precisa entender muito bem, ter uma avaliação muito clara de quem são os seus atletas, manter os contratos bem protegidos no que diz respeito às multas e renovar no momento certo”.

 

Na prática, essa política já se reflete nos investimentos recentes do clube. Em 2025, o Bahia contratou jovens como David Martins (17), Zé Guilherme (19), Kauê Furquim (16) e Luiz Gustavo (19), vindos de América-MG, Grêmio, Corinthians e Vasco, respectivamente, em negociações que envolveram cifras milionárias.

 

Além de disputar atletas já valorizados no mercado, o Esquadrão também mantém um trabalho contínuo de prospecção de baixo custo, buscando identificar talentos ainda fora do radar nacional, visando se antecipar à valorização futura e à concorrência de clubes com maior poder financeiro.

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