Bahia e Fonte Nova capacitam 200 profissionais para atendimento inclusivo e combate ao capacitismo
Cerca de 200 colaboradores do Esporte Clube Bahia e da Arena Fonte Nova, incluindo equipes próprias e terceirizadas, passaram por um treinamento focado em acessibilidade e atendimento a Pessoas com Deficiência (PcD) ou com mobilidade reduzida. A iniciativa, realizada ao longo de dois dias no estádio, foi conduzida pela Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR), do Ministério do Esporte.

Foto: Divulgação / EC Bahia
A capacitação reuniu profissionais de diversas áreas, como segurança, catracas, bares, hospitalidade, museu e atendimento a sócios. O objetivo central foi preparar as equipes para situações reais em dias de jogos, abordando o atendimento adequado a pessoas com deficiências físicas, visuais, auditivas, intelectuais e com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
O conteúdo programático incluiu instruções sobre condução segura de pessoas cegas, comunicação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), uso de recursos visuais para surdos e a criação de ambientes com menor impacto sensorial para torcedores com TEA. O treinamento foi comandado pelo secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, e pelo coordenador-geral de Planejamento e Monitoramento da Política Pública Paradesportiva, Rodrigo Abreu.
O CEO do Esporte Clube Bahia SAF, Raul Aguirre, ressaltou a função social da atividade:
“O Bahia entende o futebol como uma ferramenta de inclusão e transformação social. Ao promover a Capacitação de Atendimento à Pessoa com Deficiência para as nossas equipes, queremos garantir que todas as pessoas possam viver a experiência da Fonte Nova com dignidade, respeito e autonomia”.
Para Thaise Muniz, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da Arena Fonte Nova, a iniciativa aprimora os serviços oferecidos:
“A capacitação abordou temas essenciais para a inclusão, trazendo um conteúdo rico e atualizado que vai contribuir para o aprimoramento contínuo das nossas práticas de atendimento e acessibilidade a todos os públicos”.
Por fim, o secretário Fábio Araújo pontuou que a transformação estrutural depende de mudanças nas atitudes individuais:
“A acessibilidade começa em gestos simples, como orientar corretamente um torcedor até seu assento, mas precisa avançar para garantir autonomia, segurança e respeito em toda a experiência esportiva. Combater o capacitismo é transformar atitudes e estruturas”
