Prestígio do futebol baiano em baixa
Que o futebol baiano anda com pouquíssimo destaque nacionalmente, isso não é novidade para ninguém. Entretanto, com a distribuição de vagas na Copa do Brasil, o fundo do poço e a ausência de força política na CBF ficou ainda mais em evidência. É normal que a Bahia tenha menos vagas na competição que estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais e, até mesmo, o Paraná pelos critérios do ranking da entidade maior do futebo nacional. Porém, os paranaenses têm nada menos que cinco vagas (Atlético, Coritiba, Paraná, Londrina e Corinthians), atrás apenas dos paulistas, com seis (Palmeiras, Santos, Portuguesa, Ponte Preta, Guarani e Votoraty). Os cariocas, por exemplo, têm apenas quatro (Vasco, Fluminense, Botafogo e Tigres), mesmo número dos gaúchos (Grêmio, Ypiranga, Juventude e Cerâmica). A questão política e de falta de prestígio da FBF aumenta quando se observam federações que, atualmente, são insignificantes no cenário nacional, como Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, ambos sem nenhum representante na Série A, mas com três participantes na Copa. Com as mesmas duas vagas que a Bahia estão Maranhão, Santa Catarina, Sergipe, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Paraíba, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Com apenas uma, Amapá, Roraíma, Tocantis, Rondônia e Acre. Em 2010, para variar, os representantes da FBF são a dupla Ba-Vi. O tricolor estréia contra o Vitória, do Espírito Santo, nesta quarta-feira (10), enquanto o rubro-negro pega o Corinthians Alagoano no dia 24. Vale lembrar, que clubes os brasileiros na Libertadores ficam de fora da competição. Este ano, São Paulo, Flamengo, Internacional, Corinthians (atual campeão da Copa do Brasil) e o Cruzeiro.
