Coritiba pega punição máxima no STJD
Os argumentos dos advogados do Coritiba de que o clube também foi vítima dos vândalos que invadiram o gramado para agredir jogadores, trio de arbitragem e, por fim, os policiais que tentavam proteger os artistas do espetáculo, não convenceram os procuradores do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Ao final da partida contra o Fluminense pela última rodada do Brasileirão, que custou o rebaixamento do time paranaense, milhares de “torcedores” promoveram um imenso quebra quebra poucas vezes vistos na história do futebol. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (15) e os procuradores foram implacáveis. Enquadrado no artigo 213 (deixar de tomar medidas capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto), pela invasão de campo, pelo tumulto provocado por torcedores e pelo arremesso de objetos. Para cada uma das sentenças, o Coxa perdeu o mando de 10 jogos - 30 no total - a serem cumpridos em partidas oficiais da CBF: Copa do Brasil e Série B Campeonato Brasileiro. O Coritiba ainda foi multado em R$ 600 mil no mesmo artigo. Além disso, foi penalizado no artigo 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização), que prevê a interdição do estádio até a liberação da CBF. Sem falar na multa máxima de R$ 10 mil. O diretor de marketing Osvaldo Dietrich foi suspenso por 720 dias. O clube promete recorrer, mas caso não obtenha sucesso, ficará impedido de jogar no Couto Pereira em partidas nacionais até o Brasileiro de 2011. No Estadual, está liberado.
