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Torcida LGBTricolor repudia cantos homofóbicos em jogo entre Bahia e Grêmio; ato pode render punição

Por Ulisses Gama

Foto: Reprodução / LGBTricolor

O triunfo de 1 a 0 do Bahia sobre o Grêmio, no último sábado (27), foi marcado por cantos homofóbicos em parte da arquibancada da Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Aos gritos de "arerê, gaúcho dá o c* e fala tchê", alguns tricolores faziam menção aos torcedores da equipe adversária. As imagens viralizaram nas redes sociais e foram condenadas pela LGBTricolor, torcida LGBTQIA+ do Esquadrão de Aço.

 

"A nossa nação tricolor é conhecida por ter uma torcida festiva, alegre e diversa, repudiamos toda e qualquer manifestação de homofobia dentro da nossa casa, a Fonte Nova. Diante do ocorrido tomaremos medidas, inclusive solicitando ao Clube e a Saf que identifiquem se os envolvidos são sócios e tomem providências, também enviaremos ao conselho deliberativo", diz o comunicado.

 

 

Desde o ano passado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adicionou ao seu Regulamento Geral de Competições que a infração de cunho discriminatório "será considerada de extrema gravidade, podendo o infrator responder meio da aplicação da pena de advertência, multa, vedação de registro ou transferência de novos atletas a até perda de pontos (art. 134)".

 

Vale lembrar que em 2023, o Corinthians foi punido com um jogo de portões fechados na Neo Química Arena por parte da torcida emitir cantos homofóbicos no jogo contra o São Paulo, pelo Brasilierão.

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