Candidato à presidência do Bahia, Marcus Verhine explica papel fiscalizador da Associação
O candidato à presidência do Bahia, Marcus Verhine, da chapa Bahia Mais Independente (número 88), foi o convidado desta segunda-feira (13) do programa BN na Bola da Salvador FM. A eleição tricolor acontece no próximo dia 2 de dezembro e elegerá o presidente e vice do próximo triênio 2024-2026 do clube, além de 100 conselheiros.
Ex-presidente do Conselho Fiscal do Bahia, Marcus Verhine tem Rogério Silveira, do grupo Independente Tricolor, como vice. O candidato começou falando sobre o seu currículo com o Esquadrão.
"Assim como todo tricolor, sou apaixonado pelo Bahia desde pequeno. Participei do movimento de democratização do clube. Desde 2004, integrei Associação Bahia Livre (Bahia Livre), participei de diversos seminários. Fizemos a conferência Gigante Tricolor, em 2008. Participei do processo de democratização, mudança de estatuto e de 2013 para cá participei da vida política do clube. Primeiro, como conselheiro deliberativo por dois mandatos quando eu coordenei a Comissão de Administração e Finanças. Depois, por seis anos no Conselho Fiscal, no qual fui presidente, acompanhando todo o processo da SAF e os diferentes desafios enfrentados pelo clube", disse o candidato.
Em seguida, Verhine falou sobre os seus planos para tornar a Associação sustentável nos próximos anos.
"O desafio é muito grande. O clube tinha um orçamento de mais ou menos 200 milhões de reais e agora, sendo otimista, estará em torno de 4 ou 4,5 milhões de reais por ano. É preciso aumentar as receitas. A primeira coisa é redesenhar o plano de sócios, os benefícios e parceiros. Eu acredito que seja possível chegar a pelo menos 10 mil sócios no primeiro e buscar recursos através de leis de incentivo, sobretudo lei de incentivo ao esporte. Eu e o meu vice, Rogério Silveira, fizemos uma projeção de receitas. Estamos trabalhando para 2024 ter 7,5 milhões, em 2025, 14 milhões, e em 2026, 23 milhões de reais. Essa é a nossa meta e temos como chegar a isso de forma responsável", contou Marcus.
Segundo o candidato, tornar o Bahia um grande clube poliesportivo é uma tarefa que o novo presidente da Associação vai ter que liderar.
"Primeiro, é preciso identificar as modalidades ligadas ao torcedor e a nossa cultura. Aí o sócio vai ser ouvido. É a chance de engajar o sócio nesse processo. E, na sequência, vamos analisar a viabilidade econômica e aí abraçaremos a modalidade. Uma vez abraçada a modalidade, ‘nasceu para vencer’, é o nosso lema. O Bahia não vai entrar para ser um mero coadjuvante e aí entra todo planejamento. No primeiro momento, a Lei de incentivo ao esporte. Na sequência, vamos ter a nossa casa. Explorar o dia do jogo para alavancar receitas. Vamos encontrar parceiros comerciais e aí a roda vai girar e o clube vai crescer sempre se destacando no esporte olímpico, paralímpico e no eSports, os esportes eletrônicos. O próprio City tem uma atuação forte no eSports", comentou o candidato.
Marcus Verhine falou sobre o contrato com o Grupo City e como os 10% das ações que estão na mão da Associação podem ser importantes para o futuro do futebol do Bahia.
"Eu, como presidente do Conselho Fiscal, e meu vice, Rogério Silveira, que é do Conselho Fiscal e foi relator da SAF, conhecemos cada linha do contrato e temos condições de fiscalizar de perto. É importante destacar que, embora o clube tenha apenas 10% de participação na SAF, no Conselho de Administração, ele tem um representante e o City tem três representantes. Então, o Conselho de Administração tem quatro pessoas, três indicadas pelo City, estas três são representadas por Alexandre Nogueira, e um representante do clube, que é o presidente. Então, o diálogo é direto entre duas pessoas. Além disso, o Conselho de Administração se reúne a cada três meses e o diretor de futebol tem obrigação de mandar relatórios mensais para o Conselho de Administração. Então, ele vai ter a chance de se manifestar trimestralmente. O representante do clube pode convocar uma reunião caso exista uma situação extraordinária. Então, há uma possibilidade sim de fiscalizar e cobrar. Como presidente, eu vou tentar criar um canal de escuta com o sócio para levar os pedidos da SAF. O City espera essa contrapartida do clube nesse processo", disse Marcus, que também falou sobre qual imagem o presidente do Bahia deve passar.
Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias
"Tem algumas pessoas falam que o presidente da Associação é a Rainha da Inglaterra. Inglaterra não tem nem rainha mais, é rei. Existe o papel de influenciar sim. Eles esperam isso. A expectativa deles é essa. Eles estão abertos ao diálogo, a sugestões. Eu vou dar um exemplo: um membro do nosso grupo se encontrou recentemente com Soriano e sugeriu: 'por que vocês não realizam um torneio com times do City, um torneio interno' e ele ficou de avaliar. Tem muita coisa que a gente pode fazer. É papel do Conselho de Administração implementar esse modelo de governança. Nosso papel é ajudar nessa governança", disse Marcus Verhine.
Em seguida, o candidato falou sobre o papel dos esportes olímpicos no Bahia.
“A primeira coisa que vamos fazer é identificar as modalidades esportivas, o que vamos priorizar. O sócio será consultado. Depois, veremos a viabilidade financeira. Em seguida, vamos desenhar o projeto, aí está a figura do gerente de projetos. Além disso, precisamos orientar as empresas para participar da Lei de incentivo. Muitas empresas têm essa dificuldade em passar o recurso e enquadrar na Lei de incentivo. Porque não adianta só aprovar o projeto e achar que as empresas vão contribuir. Além disso, há questões de empresas que estão com atraso de impostos e não podem entrar na Lei de incentivo. Será uma coisa, aos poucos, vamos escolher dois ou três (esportes olímpicos) e priorizá-los depois de um estudo criterioso. No futuro, poderemos ter várias possibilidades, mas vamos começar aos poucos", disse.
Marcus também explicou como planeja aumentar o número de sócios.
"No início, a gente precisa de uma gestão transparente, participativa. O sócio sera consultado. Precisamos também da nossa casa. O acesso garantido foi um acerto. Uma vez escolhida a modalidade olímpica, o sócio terá acesso garantido. Nossa ideia a médio prazo é termos um projeto para ter a nossa própria casa, uma sede social, mas com o foco no esporte olímpico e essa casa também vai abrigar o sócio quando o esporte não estiver rolando. O sócio vai participar do uso do equipamento do clube", comentou.
Por fim, o candidato destacou a importância do envolvimento do Bahia com projetos de cunho social.
"É fundamental termos uma Associação forte. Estamos falando do Esporte Clube Bahia. Esse clube forte vai fiscalizar, agregar valor e fortalecer o time dando as suas contribuições através do Conselho de Administração. Essa marca precisa estar forte e a atuação nos esportes olímpicos fortalece a marca. Além disso, vamos investir em projetos de cunho social. Temos que contribuir para uma sociedade melhor. Há uma perspectiva de participação em fóruns de instituições filantrópicas. Nosso estatuto já determina que precisamos de um núcleo de responsabilidade estruturado. Já posso estabelecer aqui um compromisso de aderir ao selo étnico-racial da prefeitura de Salvador e aderir ao pacto global da ONU, que é um compromisso aos objetivos de desenvolvimento sustentável do milênio. Isso não custa nada. A questão é o compromisso e a sinalização para o Bahia do futuro,que é um dos lemas da nossa campanha", afirmou Marcus Verhine.
Apresentado por Emídio Pinto, Ulisses Gama e Nuno Krause, o BN na Bola vai ao ar de segunda à sexta, às 20h, e traz as principais informações da dupla Ba-Vi, além de notícias do futebol nacional e mundial.

