Contratação de Renato Paiva foi decisão do Bahia, mas Grupo City influencia na gestão; entenda
Apesar da aprovação da compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia pelo Grupo City no último sábado (3) (veja aqui), as decisões seguem sendo oficialmente tomadas pela diretoria do Esquadrão. É o caso da contratação do técnico Renato Paiva, anunciada nesta terça-feira (6).
Um trecho da nota divulgada pelo Tricolor sobre a aquisição lembra que ainda "há importantes etapas legais, regulatórias e financeiras que precisam ocorrer até o fechamento completo da transação" com o Grupo City.
Isso assustou alguns torcedores, principalmente nas redes sociais, mas isso faz parte do processo de transição. O conglomerado, neste momento, influencia nas decisões, mas não pode assiná-las.
"O CFG [City Football Group] tem se colocado à disposição do Bahia para opinar sobre a montagem da equipe, incluindo jogadores e staff, assessorando o Esquadrão com base na experiência e expertise que possui em aspectos técnicos e estratégicos do futebol", complementa a nota.
No último sábado, em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Leonardo Martinez, explicou que o processo de transição pode durar até 9 meses, mas deve ser mais curto.
"No contrato, a previsão máxima é de até nove meses, de todos os trâmites burocráticos. Mas estima-se que iremos concluir todo esse processo em aproximadamente três, quatro meses", detalhou.
De qualquer forma, na prática, segundo ele, "já existe um controle do Grupo City em relação ao Departamento de Futebol".
