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SAF: Conselheiro do Bahia, Jailson Baraúna afirma que clube não recebeu proposta

Por Nuno Krause

Foto: Reprodução / YouTube / Salvador FM 92,3

O conselheiro do Bahia Jailson Baraúna confirmou, nesta sexta-feira, que o clube não recebeu proposta de nenhum grupo para a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). De acordo com ele, houve apenas três sondagens, por parte de grupos distintos, e um deles é o City. No entanto, a comissão criada no Conselho Deliberativo ainda estuda a Lei 14.193, que permite a nova modalidade. 

 

"Oficialmente, no Conselho, não existe proposta de compra. O que temos conhecimento é: existiram e existem três sondagens por parte de grupos distintos. Um deles é o City. Os valores não foram elencados porque não é fácil levantar o valor de um clube. Para você levantar, toma por base o orçamento. Se tomar por base o último, era de R$ 176 milhões. O Bahia sem nenhum outro arremate valeria R$ 352 milhões. Só que a isso você agrega patrimônio, história, contratos, receitas, patrimônio imaterial que são os atletas. Para se montar esse valor, não é do dia para a noite. Teve gente que disse que teve reunião e que o Conselho aprovou. Mentira. O que está acontecendo é uma comissão do Conselho formada para entender o que é a Lei que cria a Sociedade Anônima do Futebol", afirmou, em entrevista ao programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama. 

 

Baraúna aproveitou para explicar as três possibilidades que envolvem a criação de uma SAF. "Ela engloba três entes. As associações, as sociedades originais, que são aqueles que já nasceram empresa, e as entidades de administração. Para o Bahia se tornar, ainda tem mais um detalhe. Pode ser comprado integralmente ou pode haver uma cisão. O que seria isso? O Bahia definiria todo o trâmite em conselho, com reuniões, teria que ser apresentada uma proposta de alteração estatutária, para permitir que o Bahia possa ser vendido. Depois disso, com aprovação do Conselho Fiscal, Deliberativo e da Assembleia Geral, tem que receber essa proposta. E novamente vai para aprovação. Não é rápido e fácil. Existe a possibilidade da cisão, na qual o clube pode abstrair o departamento de futebol e transformá-lo em SAF. Ele continua clube, com outros patrimônios que não têm relação com o departamento de futebol e seguindo sua vida. O Bahia "velho" seria dono de um percentual da SAF, e o investidor, ou grupo ou fundo seria dono dessa SAF, o que poderia ser chamado de Bahia 'novo'", detalhou.

 

O conselheiro avaliou que as perspectivas apresentadas pela atual diretoria, no que diz respeito ao futebol, são "boas", mas é preciso haver ação prática. "É aquela história: o planejado é uma coisa, o realizado é outra. No planejado, na ideia, as perspectivas são boas. Precisamos ver traduzidos em ações práticas e eficazes. O grande problema não é hoje. O time de 2022 está sofrendo uma pressão pelo time de 2021. Esse time mal jogou. Todos nós sabemos que 14, 15 dias de trabalho não é balizador para o ano todo. Imaginamos que o peso de 2021 está recaindo em 2022. Cobramos o que tínhamos que cobrar, mas tudo isso precisa virar ação prática e eficiente no dia a dia", opinou. 

 

Por fim, ele acredita que a atual gestão tem demorado para definir um nome no departamento de futebol. "O Bahia teve dois modelos e nos dois tivemos erros. Creio que o modelo de um diretor trouxe mais retorno desportivo e financeiro do que o colegiado, compartilhado. Falta um diretor. Demanda de mais aceleração na tomada dessa decisão. O Bahia já deveria estar com esse diretor, ele já deveria estar trabalhando, não só na observação, como na prospecção daqueles atletas que interessam ao clube, ou que por ventura se destaque em posições carentes pro elenco, e já estar trabalhando no intuito de trazer esses atletas. Parte disso tem sido feita por João Paulo e por Guto e sua equipe", destacou. 

 

Confira a entrevista completa: 

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