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Notícia

Bahia: planejamento ou teimosia?

Fotos: Max Haack/Bahia Notícias

 

A morosidade da diretoria do Bahia em tentar desatolar o barco tricolor na Série B do Campeonato Brasileiro tem irritado a torcida e deixado todos sem entender os motivos da passividade em mudar o que não deu certo na temporada. Duas desculpas estão sempre na ponta da língua da diretoria, que repete os antigos diretores e não atendem mais os telefonemas da imprensa, e de seus defensores. A primeira é a manutenção do planejamento. Entretanto, o argumento fica vago, quando se sabe que, quando um plano não dá certo, a que se fazer outro e não insistir no erro. E é nesse ponto que entra a teimosia da diretoria. Talvez por não querer dar o braço a torcer, mantém o que está ai, ou vai mudando aos poucos, lentamente, e fora de hora, como a demissão de Alexandre Gallo. O treinador já estava na corda bamba contra o Duque de Caxias, mas só foi demitido uma semana depois e, com a demora de contratar um substituto, acabaram entregando um time destroçado a Paulo Comelli no meio de uma maratona de jogos sem tempo para trabalhar a equipe. Os resultados são provas do equívoco.

 

 


O segundo argumento é a falta de dinheiro aliado à escassez de mão de obra qualificada no mercado. A desculpa é real, a situação é difícil, mas a justificativa tricolor cai por terra quando foram contratados 36 jogadores e especulados, no mínimo, mais uns dez. Entre eles, nomes conhecidos, que seduziram o imaginário dos tricolores, mas que não passaram de um sonho. Vide Ramon Menezes, Leandro Bonfim, Jashami, Luciano Henrique, Zé Roberto, entre outros. Faltaram competência e critério nas contratações. Nesta quarta-feira (15), mais um será apresentado como grande esperança, mas o histórico recente tem feito de Nadson notícia mais pelo que faz fora do que dentro de campo. Como tem sido o paradigma tricolor, resta torcer, rezar e esperar por um milagre que a cada rodada parece ir ficando para o ano que vem.

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