Bellintani revela empréstimo de R$ 1 milhão ao Bahia: 'Sem juros ou remuneração'
Durante a assembleia de sócios que aprovou as contas do Bahia em 2020 na última sexta-feira (30), o presidente Guilherme Bellintani, revelou o empréstimo de R$ 1 milhão ao clube. Segundo ele, foi uma decisão individual e que foi causada por conta do impacto financeiro promovido pela pandemia do novo coronavírus. O mandatário explicou que não receberá juros por esse valor.
"No momento mais difícil da pandemia, quando não tínhamos dinheiro sequer para pagar o salário de quem ganha um salário mínimo, precisamos de uma doação atípica. Isso foi feito por mim. Eu aportei do meu recurso individual, isso é bom estar transparente, fiz um aporte de R$ 1 milhão, um empréstimo sem juros, sem nenhum tipo de remuneração sobre esse empréstimo, sequer houve reposição financeira do CDI, do dinheiro que perdi de remuneração do banco. Fiz isso no momento em que precisávamos garantir o pagamento dos funcionários de salário mínimo, que já estava com uma semana de atraso. Por escolha individual, decidi, combinando com Vitor [Ferraz], dando ciência ao Conselho Fiscal, que faria esse empréstimo, que já foi pago, sem juros ou remuneração financeira", disse.
"Quando o clube começou a se recuperar, eu tive esse reembolso. Mas entendi que seria mais prudente e razoável que o clube recebesse empréstimo do próprio presidente, sem juros ou operação que custasse ao clube, do que ir ao mercado para buscar isso com juros e dificuldade de obtenção de crédito naquele momento. Consegui dormir com a consciência mais tranquila quando fiz esse empréstimo, e conseguimos quitar os salários dos funcionários que ganham um a dois salários mínimos", acrescentou.
Ainda segundo Bellintani, outra medida foi tomada. Ele e o vice-presidente Vitor Ferraz abriram mão dos seus salários em 2020. Neste ano, eles voltaram a ganhar os vencimentos.
"A gente achava que tinha outras prioridades dentro do clube. Por questões de liderança, a gente pedindo a jogador para prorrogar direito de imagem, parcelar pagamento de 13º de funcionário, achamos que tínhamos o dever simbólico de abrir mão e fazer nosso esforço", disse.
O Bahia terminou o último exercício com um déficit aproximado de R$ 50 milhões.
