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Dado Cavalcanti reconhece má atuação do Bahia: 'Não tivemos ímpeto e agressividade'

Por Ulisses Gama

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Após o empate em 0 a 0 com o Doce Mel na noite deste sábado (7), o técnico Dado Cavalcanti, do Bahia, reconheceu a má atuação da equipe na partida. Segundo ele, o time foi passivo e não teve velocidade nas trocas de passes para surpreender o adversários. Além disso, o treinador deu razão às vaias da torcida no apito final.

 

"Não tivemos ímpeto e agressividade que nos acostumamos a ter nos jogos. Essa era uma das minhas preocupações em relação à sequência de bons jogos que viemos fazendo. Um dos trabalhos que tenho tido é tirar os atletas da zona de conforto, buscando desafios, fazendo com que a gente não fique pelo caminho, por já termos feito bons jogos, termos tido atuações boas e convincentes. Hoje lamento pelo jogo que fizemos. Diante de tudo que aconteceu, também acho que não merecíamos o empate, pela volúpia ofensiva, posse de bola, por termos criado, termos chegado, mas lógico que é pouco para o Bahia. Estou totalmente aberto e, sinceramente, concordando com as vaias. O que gerou essa insatisfação foi uma bola de neve do início do jogo. Encontramos um adversário muito atrás, e nossa circulação foi muito lenta, nossa troca de passes. Se tenho jogadores rápidos na frente, temos que trocar passes mais rápidos. Nosso passe estava muito lento, privilegiando o balanço defensivo do adversário. Quase nunca encontramos o um contra um. O jogo fica lento. O tempo passa, falta de ações ofensivas, finalizações, gera ansiedade. A bola bate e volta. O adversário ganha um pouco de força. É uma bola de neve, o torcedor fica impaciente. Gera ansiedade para um grupo jovem, que não sabe administrar o jogo. Fechou com o empate. Prefiro empatar desse jeito para ter argumentos para exigir muito mais do que a equipe apresentou hoje. Talvez o triunfo, mesmo merecidamente, ia esconder condições específicas de forma individual e coletiva, que eu prefiro que seja escancarado para a gente trabalhar nas duas semanas e resgatar a identidade da equipe, que é muito mais agressiva, dinâmica, faz balanços à frente", disse.

 

Para Dado, o fato de muitos jogadores do elenco estarem em seu primeiro jogo na Arena Fonte Nova não atrapalhou. De acordo com o técnico, o grupo precisa se acostumar com tal situação.

 

"Fato que muitos dos atletas hoje não estão acostumados com esse público. Mas também não atrapalhou. Não pode ter atrapalhado. Quem veste a camisa do Bahia tem que se acostumar. Foi bom ter acontecido hoje, eles enxergarem um pouco da cobrança, que faz parte. Creio que a ausência do Ramon fez falta, como já tinha feito falta no jogo passado. Mas não cito apenas a ausência física do Ramon, mas a ausência de um meia que pudesse revezar a responsabilidade com Arthur de fazer a bola chegar à frente. Jogo passado entrei com dois volantes. Nesse, joguei com um volante. Pensava que seria dessa forma. Imaginei que o Doce Mel bem atrás e que precisaríamos de mais jogadores à frente da linha da bola. Mas tínhamos atacantes e não tínhamos quem levasse a bola à frente. Talvez isso tenha influenciado na lentidão do passe, falta de criação e, consequentemente, no resultado", indicou.

 

O Esquadrão de Aço tem 15 pontos e segue como líder do Baianão. A equipe só volta a jogar no próximo dia 22 de março, fora de casa, contra o Atlético De Alagoinhas.

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