'Quando estiver bem, vai receber oportunidade', diz Roger sobre Marco Antônio
Após quase nove meses, o meia-atacante Marco Antônio voltou a jogar pelo Bahia. E foi decisivo. Foi em cima dele o pênalti que deu a chance para Arthur Caíke marcar e colocar o Esquadrão de Aço em vantagem contra o Grêmio na noite da última quarta-feira (16), em Porto Alegre.
Durante entrevista coletiva após a partida, o técnico Roger Machado comentou sobre os minutos que deu ao jogador e voltou a citar que o jovem atleta precisava evoluir a questão defensiva para ter uma oportunidade e citou que é o próprio que tem o poder de se escalar novamente.
"Marco [Antônio], eu dizia que precisava evoluir, precisava mostrar nos treinos, números. A parte ofensiva sei que... Hoje ele nada mais fez do que faz todo dia no treinamento. Pegou a bola no fundo e vai para cima do adversário, em 90% das vezes, ele tem vitória pessoal. O que faltava era o compromisso defensivo. Ele me mostrou, nessas três semanas, quando conversei com ele, mostrei números, que, comparando com jogadores da posição dele, que colegas trabalhavam com números de sprints quatro, cinco vezes maiores que ele, ele precisava evoluir. Não era por incapacidade física, mas por desconcentração no treino, esperar que outro roubassse a bola e acionasse ele para ele fazer o que faz de melhor. Precisava participar do processo defensivo também. Hoje teve oportunidade, porque eu queria o tipo de jogo dele, precisava da vitória pessoal dele, cobrei dele recomposição defensiva. Ele me deu. Não sou eu que escalo o jogador; é ele quem se escala. Por isso parabenizei ele no final do jogo. Fico feliz, e ele também. Quando estiver bem, vai receber oportunidade", explicou.
Roger também contou o motivo de ter escalado Guerra no meio campo. Em jogos fora de casa, a preferência do treinador era de fechar uma trinca de volantes, mas a opção foi por ter o controle da bola em momentos de posse.
"Ideia era justamente porque o Grêmio tenta o controle do jogo sempre. Tendo a bola, nós iríamos contra-atacar, mas, quando a gente não conseguisse, a ideia era manter controle pela qualidade do Guerra. Não pela força do tripé e só explorar contra-ataques. Tentar impor, não controle pela roubada de bola, força, mas no controle quando a gente tivesse a posse, conseguir articular nosso jogo. Para também conseguir empurrar o Grêmio, subir nossas linhas para não ficar muito próximo do gol. Quando o Grêmio conseguiu empurrar para dentro da área, momentos em que conseguiram profundidade com os laterais ou a bola infiltrada entre os zagueiros, nos gerou problema. Por isso escolha a pelo Guerra", pontuou.
O Bahia volta a jogar pelo Brasileirão na próxima segunda-feira (21), contra o Ceará, no estádio de Pituaçu.
