Roger Machado cita busca por equilíbrio fora e explica opção por três volantes
Ainda sem vencer como visitante no comando do Bahia, o técnico Roger Machado terá mais um desafio neste domingo (19), às 11h, contra o São Paulo, pela quinta rodada do Brasileirão. Para conseguir um bom resultado, o comandante espera o mesmo estilo de atuação na Arena Fonte Nova nos duelos longe de Salvador.
"O objetivo é nos jogos fora de casa procurar esse equilíbrio. A gente entende que é preciso aumentar essa proporção na medida que a gente queira fazer um grande campeonato. Nesses dois primeiros jogos, contra o Botafogo saímos na frente e depois cedemos a virada. Contra o Athletico logo nos primeiros momentos não suportamos a pressão inicial do adversário, o que decretou o gol e a vitória do adversário. O Bahia que quero ver em campo é o Bahia da Fonte Nova, com as precauções de jogar fora de casa, mas buscando os pontos que a gente quer, que são os pontos do triunfo", indicou.
Durante a semana, Roger Machado implementou uma equipe com três volantes. Questionado sobre a escolha, o treinador afirmou que o objetivo é ter um maior controle no meio de campo. Para justificar, ele citou situações nos jogos contra Botafogo e Athletico-PR, onde o time saiu derrotado.
"A gente precisa diferenciar o que é posição, característica e função. É fundamental a gente ter isso na cabeça. Quando se propõe abrir três jogadores com forte capacidade de receber e recuperar a bola no meio-campo, é para tentar ter controle de meio maior. Controle esse que nos jogos fora de casa não conseguimos ter. Para se ter ideia em números, além da forma subjetiva, você acaba analisando a parte quantitativa e objetiva da partida. Para ter ideia em números, nosso controle de meio em casa gira em torno de 140%, 150%. Isso significa que se dividir o campo em três zonas, cada bola que perco nessa zona central, recupero uma bola e meia. Nos jogos fora de casa, tivemos controle inferior a isso. Contra o Botafogo foi perto de um para um. Como dominamos o segundo tempo, essa média subiu. Mas quando sofremos os três gols, a gente perdeu mais bola do que recuperou na região. Contra o Atlético foi menos de 100%. Não dominamos aquela zona. Quando se coloca jogadores com capacidade de recuperar a bola nesse setor, é para ter maior controle. Mas precisamos entender o que é posição, característica e função. Temos três volantes com capacidade de jogo, Douglas, Elton e Gregore com bom passe, e dois jogadores abertos pelo lado que expõem o time adversário a velocidade nas suas costas. Não é mudança de sistema. Com Eric Ramires jogamos com essa função por dentro contra o Athletico. É um jogador que joga mais centralizado. Diante dessa necessidade de ter maior controle, testo essa opção", pontuou.
Segundo Roger Machado, a mudança na formação tática é uma escolha especial para a próxima partida, inicialmente.
"Primeiro jogo que a gente fez aqui, fiz a manutenção de um modelo parecido com o que Claudio tinha colocado contra o CRB, já com essa figura do tripé de meio. Naquele momento com Eric Ramires por dentro. Nos jogos seguintes, no terceiro ou quarto jogo, talvez no jogo contra o Londrina, posicionei em um 4-4-2, com Eric Ramires fechando o corredor lateral na fase defensiva. Durante os jogos estamos usando essa formação, com características diferentes. O que te dá algumas coisas e te tira outras em alguns momentos. Inicialmente estou pensando no jogo seguinte que tenho, nos dois jogos seguintes que tenho, que serão fora de casa, onde o adversário vai pressionar mais e, como disse, temos que controlar essa área do campo, que não conseguimos nos últimos jogos", completou.
