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Bellintani fala sobre Enderson e reunião com torcida: 'Não tenho perfil de me esconder'

Por Ulisses Gama

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Após um grupo de líderes do elenco do Bahia, o presidente do clube, Guilherme Bellintani, também se manifestou nesta sexta-feira (15), no Fazendão. Em entrevista coletiva, o mandatário tricolor falou inicialmente sobre sobre a manutenção do técnico Enderson Moreira, que vinha sofrendo uma grande pressão da torcida. Ele afirmou que o trabalho geral do treinador, o pouco tempo na atual temporada e a visão sobre o trabalho foram fatores essenciais para a decisão tomada.

 

"Eu primeiro acho que o normal no futebol brasileiro, um treinador com os resultados que temos, pela expectativa criada, normal seria o treinador perder o emprego. O Bahia tem procurado agir de forma diferente. Quando a gente analisa os resultados, o automático, se tivesse um presidente populista, a reação seria a demissão do treinador. Mas temos que olhar os motivos do problema. Se não fizer uma mudança na origem do problema, será inócua. O Bahia tem olhado para longo prazo, mesmo que isso custe um desgaste. Não tenho dúvida que uma decisão de permanência do treinador quando todos esperavam a demissão é responsabilidade minha. O normal, o habitual, seria o desligamento. Mas vou dar dois ou três motivos que me levaram pela permanência. Primeiro, o trabalho que fez ano passado. Sei que temos um elenco mais fortalecido este ano, mesmo perdendo peças importantes. O pouco tempo da temporada é a segunda coisa. Temos 60 dias da temporada. Muito pouco tempo para tomar uma decisão, mesmo diante dos resultados que estamos tendo. A terceira coisa é a análise geral do trabalho. De ponta a ponta, a gente vê e tenho conversado com cada um, a sensação unânime de que o trabalho é um dos melhores já feitos no Bahia nos últimos anos. Há um caminho para que os resultados venham. Naturalmente a manutenção de resultados ruins força a visão de que, se continuar, teremos que mudar. O Bahia tem diálogo frontal com as pessoas. O treinador sabe que vive de resultados, mas, no Bahia, se os resultados demoram para acontecer isso não gera necessariamente uma avalição precoce do trabalho", declarou.

 

A sexta-feira no centro de treinamento do Bahia também foi marcada por uma reunião com torcedores, incluindo membros da Torcida Organizada Bamor. O gestou valorizou o encontro e destacou que o Bahia "é um clube aberto".

 

"Reunião ótima. Temos um contato, quando falo que o Bahia tem procurado ser um clube diferente até no momento de crise, é importante que a torcida demonstrou isso. Em vez de chegar para invadir, cometer algum ato mais agressivo, chegou para me encontrar. Procurou o clube, entendeu o momento, ouviu explicações. Passou mensagem de cobrança e apoio. Se a cobrança é feita com cuidado, pode ser incisiva, mas não violenta. Foi isso que aconteceu. Uma conversa de quase duas horas. O Bahia é um clube aberto. Preza pela conversa com a torcida. A cobrança foi firme. O torcedor não deixa de ser duro com o clube se cobra com educação e diálogo. Isso é o que precisamos para passar por essa dificuldade. Foi um saldo positivo", explicou.

 

Ao falar sobre os questionamentos da torcida por não ter se manifestado durante a ebulição da crise, Guilherme Bellintani disse que não tem o perfil de se esconder.

 

"Não tenho perfil de me esconder em momentos difíceis. Muito pelo contrário. Acho que em momentos difíceis tem que aparecer. Tenho dado entrevistas quando o resultado não é satisfatório. Apareço muito mais quando o momento não é bom. Ontem não dei entrevista, conversei com Enderson na beira do campo, no início do treino. Tratei de várias questões. Não fujo das minhas responsabilidades. Estamos aqui para se fazer presente em momentos bons e ruins", finalizou.

 

O Bahia volta a jogar no próximo domingo (17), contra o Jequié, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Baiano. A equipe precisa vencer e torcer pelo tropeço de um dos quatro primeiros colocados para ir às semifinais.
 

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