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Notícia

Enderson evita revelar escalação do Bahia e fala em 'brigar muito' nos últimos jogos

Por Ulisses Gama

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Geralmente, as tardes que precedem uma partida do Bahia são de treinamentos fechados para a imprensa. Mas nesta quarta-feira (21) a situação foi diferente, com a atividade foi liberada para os repórteres, mas sem a principal revelação: os onze que começam o jogo contra o Fluminense, nesta quinta-feira (22), pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

Em entrevista coletiva, o técnico Enderson Moreira preferiu fazer mistério sobre a sua formação, apesar de indicar que o treinamento de terça-feira (20) pode ser revelador. Além disso, o comandante indicou que os jogadores estão focados em terminar bem a competição.

 

"Se eu fiz isso não tem surpresa nenhuma amanhã [risos]. A gente não vai modificar muito da equipe que vocês acompanharam ontem no treinamento. Acima de tudo, a gente vai buscar fazer o maior número de pontos possíveis. É o que a gente vai brigar. Têm as questões financeiras que são importantes, mas o nosso desejo maior é de terminar bem essa temporada, fazer bons jogos, buscar bons resultados. Vamos brigar muito. Não é fácil porque você passa o ano todo com pressão absurda e quando chega nessa parte você ainda ficar cobrando dos atletas da mesma forma, intensidade. O que a gente quer entregar para o nosso torcedor é boas atuações, bons resultados", declarou.

 

A principal expectativa está rodeada sobre o atacante Gilberto. Recuperado de uma pancada no joelho, ele vem treinando normalmente, mas a sua presença ainda não é uma certeza. Enderson explicou.

 

"Acho que até que o jogo dele foi melhor do que tem apresentado nos treinamentos em termo de mobilidade. Gilberto é um cara muito focado. Mas ele ainda não está totalmente recuperado. Não é que ele não esteja recuperado. Ele está, mas é uma lesão que ainda traz dor em determinado movimento do pé, quando pega na ponta, em finalização chapada. É uma dor aguda, forte. Então, você às vezes joga e treina com receio para não sofrer a dor. Só nesse quesito ele está passando por processo para tentar esquecer isso. Queremos contar o mais rápido possível com ele parta iniciar uma partida. Não sabemos ainda se vai ser possível para essa ou para as últimas duas partidas", indicou.

 

Questionado sobre o Fluminense, que vive uma grave crise financeira, Enderson destacou os problemas recentes do clube e afirmou que os atrasos de salários podem ser negativos para os jogadores do adversário.

 

"Foram duas passagens pelo Fluminense: 2011 e 2015. Clube que tenho carinho enorme, tenho amigos lá, pessoas que tenho respeito. Uma história bacana, que não foi longa, mas importante. Infelizmente o Fluminense, em algum momento, abriu mão de algumas coisas por conta do patrocinador. Agora essa retomada é difícil, você está acostumado a contar com tanta coisa e agora tem que fazer as coisas com as próprias pernas. O Fluminense passa por essa dificuldade a partir do momento que perde essa ajuda externa. Tem um trabalho de base fantástico. A gente lamenta muito, a questão financeira atrapalha. Todo profissional deseja receber o seu salário. Dizem que o jogador ganha muito, mas não interessa. Cada um faz o seu planejamento de acordo com o que você ganha. E o atleta não é como todo profissional que tem 30 anos para fazer o seu pé de meia. Muitos deles têm 10, 12 anos. A gente lamenta que na Série A alguns clubes estejam passando por isso", pontuou.

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