Candidatos à presidência do Bahia explicam propostas para saúde financeira do clube
Na semana que precede as eleições do Esporte Clube Bahia, o Bahia Notícias ouviu as propostas dos candidatos à presidência do Tricolor para o triênio 2018/2020. Nesta quarta-feira (6), Abílio Freire (Mais um, Baêa!), Binha de São Caetano (Bahia campeão dos campeões), Fernando Jorge (Voltar a sorrir) e Guilherme Bellintani (Bahia 3.1) apresentam as suas propostas para manter a saúde financeira do clube. Confira:

Mas isso aí tem o departamento financeiro. Eu não posso falar nessa área, porque essa área não é pra Binha falar. É o departamento financeiro que vai chegar aqui e vai comunicar. Porque eu não posso falar de departamento financeiro, porque eu ainda não tenho autorização, mas você pode ter certeza que a gente vai ter um ótimo departamento financeiro para cuidar das finanças do Esporte Clube Bahia.

A saúde financeira teve uma melhora, mas em função das más contratações, ela poderia estar numa situação muito melhor. Nós gastamos muito dinheiro com a dispensa de jogadores que não nos trouxeram resultado e isso nem sempre é falado. A verdade é que foi um caminhão de dinheiro jogado fora com a contratação de atletas desde o Maxi Biancucchi até a desse ano de Maikon Leite, antes dele o Wellington Silva e de alguns outros casos. Se nós formos elencar aqui vamos estourar o tempo, mas com toda a certeza você lembra desses casos todos, como Thiago Ribeiro, Renato Cajá e companhia limitada. O que nós precisamos e previmos no nosso plano, primeiramente é fazendo melhores contratações, teremos uma economia muito grande, mas também a nossa diretoria de mercado vai trabalhar. Nós já temos hoje sinalizados, mas não podemos divulgar, obviamente por questões profissionais, empresas para se tornarem anunciantes, patrocinadores e investidores. Existe uma diferença conceitual enorme entre esses três personagens e nós já temos pessoas interessadas em desenvolver esses três papéis, pessoas diferentes. Mas sem dúvida alguma, o maior legado, o maior investimento que nós faremos dentro do Esporte Clube Bahia será tornar a divisão de base autossustentável e, além disso, também uma divisão de base que vai gerir, trazer recursos para o clube. Somente assim nós vamos ter uma perenização do clube na primeira divisão, porque nós não vamos ficar a fé da questão do mercado e sim nós vamos desenvolver as nossas próprias estratégias. É em função disso que acreditamos que temos totais condições de implementar e fazer novamente o Bahia forte e vencedor.

Eu não tive ainda, oficialmente, informações. Eu tenho, por hábito, entrar num negócio... Se eu compro uma empresa, eu faço uma auditoria. Se eu entro para administrar uma gestão que eu passo a ser o responsável final do que eu encontrei e do que saí, faço uma auditoria. Não existe aqui desconfiança nenhuma, mas eu vou mandar auditar, com uma auditoria de minha confiança, para eu ter o meu 'i'; zero e na hora que sair ter o meu 'i'; um para entregar ao meu sucessor. Então, eu acho que depois dela eu vou ter mais condição. Sei que se tomou aí dois empréstimos e, hoje o Bahia, além do passivo que eu conheço, auditado na gestão de Schmidt, que eu era presidente do Conselho, o de novidade são esses dois empréstimos, que performance talvez R$ 8,5 milhões num alongamento de, acho, 24 meses e já vai para esse passivo contratado. A saúde financeira do Bahia vai ser administrada com uma conta muito simples: só vou gastar o que tenho. Então, vou procurar ver de todas as maneiras diminuir custo e aumentar a arrecadação. Como é que eu aumento a arrecadação? Parcerias novas, criatividade, aumento da associação dos sócios, outras possibilidades que estão aí sendo já revistas de ampliar a parceria com a iniciativa privada e diminuir custo. Será que o Bahia está inchado de funcionários? Não sei. Eu vejo assim, 'camarote da diretoria', isso é custo para o Bahia. Vai acabar e cada um vai pagar seu ingresso tranquilamente, porque o Bahia vai ser da torcida e o Bahia só precisa ter títulos.

A gente tem que dar sequência a responsabilidade financeira do clube, cuidando muito bem das suas dívidas, que estão organizadas, mas não estão pagas; cuidando também de só contratar o que puder pagar, evitando a crise do futebol brasileiro tão comum de chegar no final do ano com atraso de salário. Mas a gente deve e pode alavancar muito a receita do clube. A gente acredita que com criatividade, com inovação, com maior aproximação do torcedor a gente vai conseguir sim ampliação de receita do clube, sem que a gente precise depender dos contratos injustos nacionais. A gente pode, através do nosso torcedor, mudar a política de royalties, implantar uma plataforma digital que agregue cada vez mais os sócios, enfim, tem uma série de políticas que a gente imagina ser possível para alavancar a receita do Esporte Clube Bahia.
