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Notícia

Os argumentos sem fundamento do Bahia

O presidente do Bahia, Petrônio Barradas, utilizou dois argumentos para justificar a negativa do clube em jogar no estádio de propriedade do seu, agora mais do nunca, arqui-rival Vitória, o Manoel Barradas. O primeiro é que o Bahia não receberia absolutamente nada em troca da utilização da sua imagem pela estatal que intermediou o acordo. Hora, um time que se encontra no limbo da Série B, mais próximo do rebaixamento do que do acesso; que enfrenta a perigosa BR 324 para "mandar" seus jogos em Feira de Santana, onde conseguiu apenas três triunfos em onze jogos no curto e esburacado gramado do Jóia da Princesa, e não consegue arrecadar nada além de prejuízos na bilheteria, ficando longe do seu principal jogador que é sua fanática torcida, não teria o que ganhar jogando no Barradão que fica a aproximadamente 20 minutos da sua concentração e tem um gramado em ótimas condições? Sem contar na arrecadação, que ajudaria os combalidos cofres do Tricolor, que não paga os salários dos seus jogadores há dois meses, sem falar no restante dos funcionários.
O segundo argumento é que antes da Petrobras entrar na jogada, o presidente da FBF já havia tentando interceder pelo Bahia, mas, segundo Petrônio, o bicampeão brasileiro teria sido debochado e até mesmo menosprezado pelo rival. Nesses termos, o futebol teria que se tornar um esporte sem rivalidades e brincadeiras entre os adversários, já que tudo é tomado como ofensa. Enquanto isso, o time seguirá se arrastando na Série B, a torcida sonhando com contratações faraônicas e com uma reviravolta dentro de campo, e os jogadores seguirão insatisfeitos sem estrutura, planejamento e salários. Lamentável!

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