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'Não tenho que cair na pilha', diz Hernane sobre vaias da torcida do Bahia

Por Ulisses Gama

Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
Mesmo com o placar de 4 a 0 sobre o Tupi no último domingo (9), o atacante Hernane Brocador, artilheiro do Bahia na temporada, sofreu com vaias de parte da torcida na Arena Fonte Nova. Sem balançar as redes desde o dia 17 de setembro, o atacante minimizou os protestos, argumentou sobre a sua participação em campo e indicou estar focado na briga do clube pelo acesso à elite do futebol nacional.
 
"Para falar a verdade, estava tão focado que procurei não ouvir as vaias. Entendo o torcedor, que quer o gol do centroavante, mas troco meu gol pelo triunfo e é isso que vem acontecendo. O gol Cajá eu que toquei, no gol do Juninho eu sofri a falta e o gol do Régis fiz o corta-luz. Sei da minha importância, o Guto sabe da minha importância. Não tenho que cair na pilha do torcedor porque ele quer ver o gol do centroavante, eu entendo. Vou trabalhar, sempre querendo ajudar e meu objetivo é colocar o Bahia na Série A", declarou.
 
O camisa 9 do Esquadrão disse ver injustiça nos protestos e falou sobre a forte marcação dos adversários.
 
"No meu ver, acho que sim [injusto]. Tenho uma participação em campo. O próprio zagueiro [do Tupi] falou que eles precisam me marcar forte, porque sabe que dentro da área vou fazer. Tenho que me deslocar, puxar a marcação, até para Wesley, Edigar e Cajá estarem bem colocados. Quero que os zagueiros fiquem preocupado comigo e esqueçam dos meus companheiros. Assim eles podem fazer o gol e o Bahia pode sair do triunfo", completou.
 
Contratado no início da temporada de 2019, Hernane marcou 19 gols em 39 partidas disputadas.

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