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Marcelo Sant'Ana crê em bom relacionamento com atletas e diz: 'Temos que trabalhar mais'

Por Ulisses Gama

Foto: Bahia Notícias
Na derrota do Bahia para o Tupi no dia 21 de junho (relembre aqui), o presidente do clube, Marcelo Sant'Ana, colocou em exposição a sua impaciência com o desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro da Série B. Na ocasião, o mandatário afirmou que sentia vergonha de sair de casa por causa das seguidas derrotas no certame nacional. Após o revés para o Vila Nova na última terça-feira, Sant'Ana afirmou já ter feito cobranças semelhantes e indicou que todos no clube precisam trabalhar mais para cumprir com as expectativas de acesso à elite do futebol nacional.
 
"Acredito que tenho relacionamento pessoal bom com alguns jogadores. Não tenho proximidade com todos. Aquela cobrança, que externei em uma entrevista, já tinha feito no vestiário após o jogo com o Londrina. A gente sabe da responsabilidade que é trabalhar no Bahia e todos que estão dentro do Bahia tem que assumir essa responsabilidade. Se não aguenta a responsabilidade, tem que ir embora. Deixar quem quer fazer mais trabalhar pelo clube. No início da competição, quando se olhava os elencos no papel, dizia-se que esse elenco tinha qualidade. Que era um dos elencos aptos a buscar ao acesso. E em campo não estamos demosntrando isso. Temos que fazer mais, tem que querer fazer mais, para merecer o acesso", afirmou.
 
Demonstando abatimento, Marcelo Sant'Ana admitiu que está em débito com o seu torcedor quando se trata de resultados dentro do campo e novamente falou mudanças para a sequência da disputa da competição nacional.
 
"Dói. Mas tem que trabalhar mais. Quando decidi junto com o grupo inscrever candidatura, sabia do desafio que era dirigir o Bahia provavelmente em um dos piores momentos da histórica do clube.  De descrédito, desrespeito institucional. Dentro de campo também. Se pegasse os dez anos anteriores, o Bahia tinha vencido dois títulos, um em 2014 e outro em 2012. Uma década de frustrações. Sabíamos o desafio que era e tem sido no dia a dia. Na parte administrativa, o Bahia tem caminhado de maneira segura, com organização interna, mais transparência, sendo mais auditado, tendo fiscalização, tendo responsabilidade, pagando impostos, processos cíveis, trabalhistas. Investindo na estrutura do Fazendão, comprando aparelhos, reformando quartos. Tudo o que é feito é feito pensando para ter retorno no campo. E isso dói na gente. o torcedor preferia que eu fosse nota cinco na administração e nota 9 no futebol. É esse sentimento de futebol que move o torcedor, e isso está em débito, em falta. A gente só muda fazendo mais e diferente. Não adianta esperar resultado diferente fazendo a mesma coisa. Vamos ter que mudar situações internas do Bahia para almejar mudança de resulado no campo. Dentrode campo vamos bem para muito bom no Baiano. Faz bons campeonatos do Nordeste. Mas o principal campeonato é o Brasileiro e nesse temos decepcionado", completou.
 
O Bahia só volta a jogar no próximo dia 15 de julho, contra o Sampaio Corrêa, em São Luís (MA).

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