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Notícia

Bahia: Torcida revoltada III

Foto: Éder Ferrari

A paciência da torcida do Bahia com a diretoria chegou ao limite. Após o sétimo empate em 14 jogos pela Série B, cinco dos quais em Feira de Santana, os torcedores atiraram para todos os lados. Sobrou para a imprensa, para os jogadores, principalmente Elias e Emerson Cris e o técnico Arturzinho (ver notas I e II) . Porém, o quarteto formado por Paulo Maracajá, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas e Rui Aciolly foi o principal alvo. Além de xingamentos e acusações, alguns torcedores, desesperados com tamanho sofrimento e humilhação, chegaram a desejar o falecimento dos dirigentes. Algumas das frases mais escutadas no Jóia da Princesa, nos bares de Salvador, onde milhares se reuniram para assistir mais um vexame em casa (ver nota) e nas comunidades do clube no Orkut foram: “Essa corja só vai largar o osso quando morrer”; “Arturzinho não tem culpa de está aqui. Ele é ruim, mas pior ainda é que o contratou e deixa-o fazer o que quer no clube”; “enquanto a torcida deixar Maracajá e Cia acharem que são donos do meu Bahia, vamos passar por vexames como esses ou piores como voltar a Série C”; “não temos estádio. Não temos time. Não temos divisão de base. Não temos dinheiro. O Fazendão está acabado e eles ainda dizem que a culpa não é deles?”; entre outras impublicáveis.
Choque entre diretoria e torcedores
A situação no Bahia está atingindo um nível praticamente incontrolável. O choque entre a diretoria e os torcedores parece inevitável. O governo do Estado e o Ministério Público estão de olho nos acontecimentos dentro do clube de maior torcida da Terra de Todos os Santos. O Governador Jaques Wagner, sempre que fala sobre o assunto pede a saída da atual diretoria e até tentou intervir dentro do seu alcance utilizando o programa “Sua nota é um show” e o aluguel de Pituaçu como argumentos. Já o MP segue na cola de Paulo Maracajá e tem no momento um processo, por enquanto parado devido uma liminar, para quebra do sigilo bancário do “eterno presidente do Bahia”.

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