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Bahia e Romagnoli entram em acordo e multa será reduzida

Por Felipe Santana

Não é novidade para ninguém que o camisa 10 tão falado pela direção do Esporte Clube Bahia, caso o clube alcançasse a marca dos 30 mil associados, tratava-se do argentino Leandro Romagnoli, do San Lorenzo.

Antes mesmo da bela campanha do time argentino na Taça Libertadores, competição no qual o San Lorenzo ainda terá pela frente os dois jogos da semifinal, o esquadrão agiu silenciosamente, no período de negociação, e acertou todos os detalhes da contratação do ídolo do San Lorenzo.

‘El Pipi’, como o jogador é chamado pelos torcedores argentinos, recebeu uma quantia de 50 mil dólares para assinatura do pré-contrato. Ou seja, após o fim do vínculo com o San Lorenzo, no fim do mês de junho, ele automaticamente teria a obrigação de desembarcar em Salvador. Viagem essa que não aconteceu e não deve mais acontecer.

Com o sucesso inesperado do San Lorenzo, aliado ao apelo dos torcedores para sua permanência, o meia argentino desistiu de vir jogar no futebol brasileiro, recebendo uma quantia salarial muito acima do que lhe é pago atualmente. Ao Bahia, sob posse do contrato, restou apenas cobrar a multa rescisória: 10x o valor pago na assinatura do pré-contrato.

Apesar da quantia colocada no papel, valor que se tornou motivo de muita dor de cabeça para Romagnoli e San Lorenzo, o Bahia após inúmeras
conversas com o atleta, enviando funcionário para Buenos Aires, abriu mão de parte do acordado entre as partes, atendendo a uma solicitação do representante do jogador.

Desta maneira, sem o interesse de Romagnoli em vir jogar no Brasil, o tricolor baiano vai abrir mão de parte da multa. Ainda assim, o Bahia receberá uma grande quantia se comparada ao investimento inicial feito para assinar com o atleta: 300 mil dólares (60% da multa).

Neste caso, com a negativa de Romagnoli, o sonho tricolor de ter o ídolo argentino no Fazendão foi frustrado, porém, lucrativo.

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