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Travelling

O roteiro perfeito: Conheça principais atrativos e segredos da Ilha de Boipeba

Por Rebeca Menezes

Foto: Alex Lemonis / Divulgação

A Ilha de Boipeba é, de fato, um destino com infinitas descobertas. Localizada no município-arquipélago de Cairu, no Baixo Sul da Bahia, reúne praias de águas claras, piscinas naturais formadas entre recifes, extensos coqueirais, manguezais, trechos de Mata Atlântica e pequenas comunidades, que com a pesca e os processos artesanais e ancestrais auxilia na formação de opções gastronômicas de alto nível.

 

Mas Boipeba ainda garante aos seus visitantes um aspecto cada vez mais raro de encontrar: um cenário em que predomina a tranquilidade e a segurança. Por lá, dezenas de espécies de pássaros passeiam constantemente, e o contato com a natureza acontece em qualquer caminho que escolha.

 

Algumas opções podem ser aproveitadas a pé, por uma das inúmeras trilhas, por lancha ou com a ajuda dos quadriciclos. Há ainda o trator, que puxa uma espécie de jardineira. O embarque acontece em dois pontos de saída: da Rua da Tiririca ou da Rua das Pedras. Os preços são tabelados e acompanhados de perto por fiscais da prefeitura.

 

A convite da Associação Comercial e Empresarial de Boipeba (Ascoeb), o BN Hall conheceu alguns dos atrativos mais conhecidos dessa ponta do arquipélago, e desvendou alguns dos segredos e dicas de quem vive a ilha de verdade. Abaixo, estão alguns desses pontos para que você possa se planejar e escolher o que mais combina com o seu roteiro perfeito.


VELHA BOIPEBA
Principal porta de entrada da ilha, a Velha Boipeba reúne pousadas, restaurantes, comércio e serviços. É também um ponto de partida estratégico para conhecer outras regiões a pé ou de barco.


Além dos atrativos naturais, A vila guarda parte da história da ocupação de Boipeba, como a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, e tem diversas lojas para quem quiser comprar um biquíni de última hora, ou passar no mercado. Também é o lugar ideal para garantir um souvenir ou uma camisa com a marca mais conhecida, a Boipebe-se.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

BOCA DA BARRA
Logo na chegada no Atracadouro você consegue ver, à esquerda, a Praia da Boca da Barra, situada no encontro das águas do mar com o estuário. A região é especialmente procurada no fim da tarde, quando turistas se concentram à beira-mar para acompanhar o pôr do Sol.
Ao longo do dia, também é um ótimo lugar para quem quer passear pelo calçadão, e também há redes para quem quiser praticar esportes como beach tennis e futevôlei.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

MIRANTE DA IGREJA
Na Velha Boipeba, a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo pode até passar despercebida pra quem não estiver mais atento, mas esconde um segredo: um mirante com vista da Boca da Barra, da foz do Rio do Inferno e da Ilha de Tinharé. O lado positivo é que é uma parada fácil de encaixar enquanto se conhece a vila.

 

TASSIMIRIM E CUEIRA
Saindo de Velha Boipeba, uma das caminhadas mais tradicionais da ilha segue pelo litoral em direção às praias de Tassimirim e Cueira.
Menor e cercada por vegetação, Tassimirim tem águas geralmente tranquilas e piscinas que aparecem entre as formações rochosas conforme a maré. É uma opção para quem busca passar algumas horas longe do movimento da vila.


Logo depois, tem a Praia da Cueira, uma das paisagens mais conhecidas de Boipeba. A extensa faixa de areia, repleta de coqueiros, ganhou fama pela gastronomia.


Há duas barracas com estrutura para quem quiser aproveitar ótimos pratos de frutos do mar: Guido da Lagosta, com sua tradicional lagosta na manteiga, ou a inusitada lagosta no mel; e a Ority, que virou marca por suas bandeiras de diversos países, e um misto de frutos do mar que deixa qualquer um com água na boca.

Foto: Alex Lemonis / Divulgação

 

EXPERIÊNCIAS EM MORERÉ
Moreré está entre os lugares mais conhecidos de Boipeba. A pequena vila reúne pousadas, restaurantes e praias de águas claras, mantendo uma atmosfera mais rústica entre as ruas de areia. O visitante fica mais distante da Velha Boipeba, mas é o ideal para quem quer ainda menos contato com o agito - o que só não vale quando o assunto é Réveillon.

 

O principal cartão-postal são as piscinas naturais de Moreré, formadas em meio aos recifes durante a maré baixa. O passeio costuma ser realizado de barco ou lancha e permite mergulhar e observar peixes em águas transparentes. Como a experiência depende diretamente da maré, vale consultar previamente a tábua de marés e priorizar os horários próximos à maré baixa.

Foto: Alex Lemonis / Divulgação

 

Outra experiência única é observar o nascer do Sol e da Lua na areia da praia, próximo ao Ventos Moreré. 

 

 

BAINEMA
Para quem procura uma experiência ainda mais tranquila, a Praia de Bainema é uma das opções. Localizada depois de Moreré, possui uma longa faixa de areia, coqueiros e trechos onde é possível caminhar praticamente sem encontrar construções.


Bainema também pode integrar roteiros de caminhada pelo litoral da ilha. O atrativo aparece entre os pontos turísticos naturais de destaque identificados pelo planejamento turístico estadual para a Costa do Dendê.


A caminhada entre Moreré e Bainema é, por si só, parte do passeio: dependendo da maré, o percurso intercala areia, vegetação e trechos próximos a manguezais.

 

PRAIA DAS AMENDOEIRAS
Se você quer uma praia mais vazia, é uma ótima escolha. A praia conta com algumas mesas embaixo de largar amendoeiras, mas não tem nenhuma estrutura. Não há restaurantes nem banheiro, mas você pode escolher seu próprio canto na areia sem ter que dividir muito espaço.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

PONTA DOS CASTELHANOS
Mais distante dos principais núcleos turísticos, a Ponta dos Castelhanos fica próxima à Praia das Amendoeiras - uma caminhada de cerca de 20 minutos, que passa muito mais rápido quando você aprecia a vista incrível. O acesso mais comum é feito em passeios de barco, embora a região também possa ser alcançada por quadriciclo.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

Além da praia extensa e pouco urbanizada, a região é conhecida pelos recifes e pela história de naufrágios. Nos Castelhanos, você encontra barracas para almoçar ou petiscar, como o tradicional drink de cacau com biribiri, servido na própria casca do cacau, ou o famoso pastel de lagosta - muito bem servido, por sinal - da Barraca da Nega.

 

E aqui vão dois segredos para aproveitar ainda mais o seu dia por lá:

 

> Há um "Caminho de Moisés", em que você consegue andar bem longe dentro do mar, seguindo pelo caminho formado por bancos de areia. Só fique atento à maré!

 

> Entre as Amendoeiras e Castelhanos, os locais indicam o lugar que ficou conhecido como "Praia dos Três Coqueiros". Fica a poucos metros das Amendoeiras, seguindo à esquerda. Você pode deixar seus pertences na sombra e aproveitar o mar com menos pedras e a água quente.

 

COVA DA ONÇA
Na parte sul de Boipeba, a comunidade de São Sebastião, mais conhecida como Cova da Onça, oferece um contato mais próximo com o cotidiano dos moradores e com a tradição pesqueira da ilha.

 

A visita pode ser combinada com um passeio pela vila e uma parada para experimentar a gastronomia local, especialmente peixes e frutos do mar. Entre as opções está o Restaurante Estrela do Mar, um dos endereços para quem deseja almoçar durante a passagem pela comunidade.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

O MELHOR PÔR DO SOL
Não há consenso quando o assunto é escolher qual é o mais belo pôr do Sol de Boipeba. Mas há opções para todos os gostos - e bolsos - além da Boca da Barra.

 

>Céu de Boipeba

Um dos mais conhecidos certamente é o Céu de Boipeba, uma pousada/bar com apenas cinco quartos disponíveis, mas com a opção para quem não estiver hospedado também poder curtir. Mais perto da Velha Boipeba, é uma ótima opção para quem quiser aproveitar tomando um drink ou um espumante. Mas fique atento e se certifique as regras vigentes antes de passar por lá. Apesar de a reserva não ser obrigatória, só há opções de pagamento com pix ou dinheiro, e há cobrança de consumação mínima. O valor geralmente está disponível no site da pousada.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

> Mirante de Cova da Onça
O mirante que fica na Cova da Onça é uma experiência oposta. Não há qualquer estrutura, mas ao mesmo tempo é de graça. Vale a pena aproveitar o passeio para o lado sul da ilha e, no final do dia, seguir com o quadriciclo até o topo do morro, estender sua canga e aproveitar a vista. 

 

 

> Nature Moreré
Apesar da visão privilegiada do nascer do sol, Moreré não tem tantas opções pra observar quando ele se põe. Uma alternativa é o Nature Moreré, pousada que construiu uma torre de madeira de eucalipto, onde funciona um bar com drinks e petiscos.

 

PRAIA DO AMOR
Praticamente desconhecida, foi um achado compartilhado com nossa equipe pelos locais. Apesar de também ser um ótimo local para ver o pôr do Sol, merece um capítulo à parte porque não é tão fácil chegar. Você tem mais sorte de chegar até lá tratando muito bem quem estiver pilotando o seu barco durante o passeio.

 

A história é que é tão pouco frequentada que também ficou conhecida como “Praia Fura Olho” - por ser um bom lugar quando você quer ficar mais escondido.

 

SILVIO DO DENDÊ
Está na rota dos passeios de quadriciclo para quem vai ver Sol se pondo na Cova da Onça. Com uma tradição familiar na produção de azeite de dendê com técnicas ancestrais, Silvio conta passo a passo do seu processo, que vai desde subir nos dendezeiros, até separar, cozinhar, pilar e lavar o dendê. Ele ainda mostra como reaproveita praticamente tudo que é gerado - e você tem a opção de levar pra casa um dendê de alta qualidade.

 

BÔNUS - BANCO DE AREIA DO RIO CATU
Você provavelmente não vai encontrar esse passeio tabelado em Boipeba, mas talvez tenha a sorte de chegar até lá. Subindo pela foz do Rio Catu - o terceiro maior de Boipeba -, a partir de sua foz, na Ponta dos Castelhanos, você encontra um banco de areia perfeito para curtir a paz e o silêncio. Enquanto se delicia vendo o Sol refletido nas águas, você ainda ouve diversos pássaros que circulam entre os manguezais. Um verdadeiro presente para quem gosta da natureza.

Foto: Rebeca Menezes / BN HALL

 

 

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